Partograma: Diagnóstico de Período Pélvico Prolongado

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Paciente com gestação de 40 semanas, em trabalho de parto em maternidade de nível terciário, apresenta o partograma mostrado na figura abaixo (VER IMAGEM). Ante a análise do partograma, qual a distócia a ser diagnosticada?

Alternativas

  1. A) Fase ativa prolongada.
  2. B) Período pélvico Prolongado.
  3. C) Parada secundária da descida.
  4. D) Parada secundária da dilatação.

Pérola Clínica

Partograma com período expulsivo > 3h (nulíparas) ou > 2h (multíparas) sem anestesia, ou > 4h/>3h com anestesia → Período Pélvico Prolongado.

Resumo-Chave

O período pélvico prolongado (ou período expulsivo prolongado) é diagnosticado no partograma quando há falha na progressão da descida fetal ou expulsão após o colo estar totalmente dilatado, excedendo os limites de tempo esperados para nulíparas e multíparas, com ou sem anestesia.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da progressão do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distócias e a tomada de decisões clínicas adequadas. A análise cuidadosa das curvas de dilatação cervical e descida fetal em relação ao tempo é fundamental para o diagnóstico de anormalidades. O trabalho de parto é dividido em fases, e cada uma possui critérios de normalidade e limites para o diagnóstico de prolongamento. O período pélvico, ou período expulsivo, inicia-se com a dilatação cervical completa (10 cm) e termina com o nascimento do bebê. Sua duração é um indicador crítico da progressão do parto. É considerado prolongado quando excede 3 horas em nulíparas (ou 4 horas com anestesia epidural) e 2 horas em multíparas (ou 3 horas com anestesia epidural). A identificação dessa distócia no partograma é feita observando a linha de descida fetal que não avança ou avança muito lentamente após a dilatação total. Diferenciar o período pélvico prolongado de outras distócias é crucial. A fase ativa prolongada ocorre *antes* da dilatação completa, com a dilatação cervical progredindo lentamente. A parada secundária da dilatação ou descida refere-se à ausência de progressão por um período específico *durante* a fase ativa ou o período expulsivo, respectivamente. O diagnóstico correto do período pélvico prolongado exige uma avaliação da dilatação completa e da falta de progressão da descida ou expulsão, orientando a equipe para intervenções como ocitocina, parto assistido ou cesariana, dependendo da causa e do bem-estar materno-fetal.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o período pélvico prolongado no partograma?

O período pélvico prolongado, também conhecido como período expulsivo prolongado, é caracterizado pela falha na progressão da descida fetal ou na expulsão após a dilatação cervical completa (10 cm), excedendo os limites de tempo esperados (geralmente > 3 horas para nulíparas e > 2 horas para multíparas sem anestesia epidural).

Quais são as causas comuns de período pélvico prolongado?

As causas incluem contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina), desproporção céfalo-pélvica, má-posição fetal (ex: occipitoposterior persistente), e exaustão materna.

Qual a conduta diante de um período pélvico prolongado?

A conduta depende da causa e das condições maternas e fetais. Pode incluir medidas de suporte, reavaliação da progressão, uso de ocitocina para otimizar as contrações, ou intervenção operatória (fórceps, vácuo-extrator ou cesariana) se houver risco materno/fetal ou falha na progressão.

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