MedEvo Simulado — Prova 2025
Paciente J.S.L., 28 anos, G2P1 (parto vaginal anterior), com 40 semanas e 2 dias de gestação, está no período expulsivo há 1 hora e 50 minutos. Ela apresenta exaustão, contrações uterinas adequadas, dilatação cervical completa e bolsa amniótica rota. O feto está em apresentação cefálica, posição occipito direita anterior (ODA), com a cabeça no plano +3 de De Lee. O monitoramento fetal mostra bradicardia fetal persistente de 85 bpm. Diante deste quadro, a conduta MAIS ADEQUADA é:
Período expulsivo prolongado + bradicardia fetal persistente + feto em plano baixo (+3) → Fórceps para extração rápida.
A paciente apresenta um período expulsivo prolongado (primípara > 3h, multípara > 2h, ou >1h com anestesia), exaustão materna e, mais criticamente, bradicardia fetal persistente (sofrimento fetal agudo). Com o feto em plano baixo (+3 de De Lee), o parto vaginal instrumentalizado (fórceps ou vácuo) é a conduta mais adequada para uma resolução rápida. O fórceps é preferível ao vácuo em situações de sofrimento fetal agudo devido à sua maior rapidez de extração.
O período expulsivo do trabalho de parto é a fase que se estende da dilatação cervical completa até o nascimento do bebê. Sua duração é variável, mas um período prolongado (geralmente >2 horas em multíparas ou >3 horas em primíparas, ou >1 hora com anestesia peridural) pode indicar distocia e aumentar os riscos maternos e fetais. A bradicardia fetal persistente, definida como frequência cardíaca fetal abaixo de 110 bpm por mais de 10 minutos, é um sinal de sofrimento fetal agudo e exige intervenção imediata. A fisiopatologia do sofrimento fetal agudo no período expulsivo pode estar relacionada à compressão do cordão umbilical, insuficiência placentária ou hipóxia. No caso apresentado, a exaustão materna, o período expulsivo prolongado e a bradicardia fetal persistente são indicativos de que a resolução do parto deve ser rápida. A apresentação fetal em plano +3 de De Lee significa que a cabeça do feto está bem engajada na pelve, tornando o parto vaginal instrumentalizado uma opção viável e, muitas vezes, mais rápida que a cesariana. A conduta mais adequada é o parto com fórceps. Embora o vácuo-extrator seja uma alternativa, o fórceps é geralmente preferido em situações de sofrimento fetal agudo devido à sua capacidade de extração mais rápida e controle da rotação. A cesariana de emergência seria uma opção se o feto estivesse em plano mais alto ou se o parto vaginal instrumentalizado fosse contraindicado ou falhasse. A administração de ocitocina não seria apropriada diante da bradicardia fetal, pois prolongaria o tempo de resolução e agravaria o sofrimento. Para residentes, é crucial dominar a avaliação do trabalho de parto, reconhecer sinais de sofrimento fetal e saber indicar e realizar partos instrumentais quando necessário.
As indicações incluem período expulsivo prolongado, exaustão materna, sofrimento fetal agudo, doenças maternas que contraindiquem o esforço de puxo (ex: cardiopatia grave) e necessidade de encurtar o segundo estágio do trabalho de parto.
O fórceps é um instrumento de tração e rotação, geralmente mais rápido para extração e preferível em sofrimento fetal agudo. O vácuo-extrator usa sucção, é mais fácil de aplicar, mas menos eficaz em rotações e pode ter maior taxa de falha.
O plano +3 de De Lee indica que a cabeça fetal está bem baixa na pelve materna, com a parte mais proeminente da apresentação 3 cm abaixo das espinhas isquiáticas, tornando o parto vaginal instrumentalizado viável.
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