Partograma: Identificando o Período Expulsivo Prolongado

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Ao receber seu plantão encontra-se uma paciente em trabalho de parto com o seguinte Partograma. Estaria representando qual etapa:

Alternativas

  1. A) Período expulsivo prolongado.
  2. B) Parada secundária da dilatação.
  3. C) Fase ativa prolongada.
  4. D) Parto taquitócico.

Pérola Clínica

Partograma: dilatação completa (10cm) sem progressão da descida fetal por >2h (nulípara) ou >1h (multípara) = Período expulsivo prolongado.

Resumo-Chave

O período expulsivo inicia-se com a dilatação cervical completa (10 cm). A falta de progressão da descida da apresentação fetal, documentada no partograma pela ausência de mudança no ponto 'O', caracteriza uma distócia que exige reavaliação da contratilidade, pelve e feto.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas assertivas. Ele registra a progressão da dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a dinâmica uterina e as condições de vitalidade materna e fetal ao longo do tempo. O trabalho de parto é dividido em períodos. O segundo período, ou período expulsivo, começa com a dilatação cervical total (10 cm) e termina com o nascimento do bebê. Neste estágio, o foco da monitorização no partograma muda da dilatação para a descida da apresentação fetal na pelve materna. Uma falha na progressão da descida por um período de tempo definido caracteriza o período expulsivo prolongado, uma importante distócia funcional. O diagnóstico de período expulsivo prolongado exige uma reavaliação completa da paciente. As causas podem estar relacionadas à contratilidade uterina ineficaz, desproporção céfalo-pélvica, ou variedades de posição anômalas (ex: occipito-posterior). A conduta dependerá da causa identificada, podendo variar desde a correção da dinâmica uterina com ocitocina até a indicação de um parto operatório, seja por via vaginal (instrumental) ou abdominal (cesariana).

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para período expulsivo prolongado?

Os critérios variam, mas classicamente, para nulíparas, considera-se prolongado após 3 horas sem analgesia ou 4 horas com analgesia. Para multíparas, após 2 horas sem analgesia ou 3 horas com analgesia, sem progresso na descida fetal.

Qual a conduta diante de um período expulsivo prolongado?

A conduta inicial é reavaliar os três 'P's: 'Power' (força contrátil), 'Passenger' (feto) e 'Passage' (pelve). Deve-se otimizar a contratilidade com ocitocina se necessário, avaliar a variedade de posição e a proporção feto-pélvica. Se não houver resolução, indica-se parto instrumental (fórceps/vácuo) ou cesariana.

Como diferenciar parada secundária da descida de fase ativa prolongada no partograma?

A fase ativa prolongada é uma dilatação lenta (<1 cm/h), com a curva de dilatação (representada por 'X') progredindo lentamente para a direita. A parada da descida ocorre após a dilatação completa (10 cm), quando a altura da apresentação (representada por 'O') permanece no mesmo nível por um período prolongado.

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