Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Ao receber seu plantão encontra-se uma paciente em trabalho de parto com o seguinte Partograma. Estaria representando qual etapa:
Partograma: dilatação completa (10cm) sem progressão da descida fetal por >2h (nulípara) ou >1h (multípara) = Período expulsivo prolongado.
O período expulsivo inicia-se com a dilatação cervical completa (10 cm). A falta de progressão da descida da apresentação fetal, documentada no partograma pela ausência de mudança no ponto 'O', caracteriza uma distócia que exige reavaliação da contratilidade, pelve e feto.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas assertivas. Ele registra a progressão da dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a dinâmica uterina e as condições de vitalidade materna e fetal ao longo do tempo. O trabalho de parto é dividido em períodos. O segundo período, ou período expulsivo, começa com a dilatação cervical total (10 cm) e termina com o nascimento do bebê. Neste estágio, o foco da monitorização no partograma muda da dilatação para a descida da apresentação fetal na pelve materna. Uma falha na progressão da descida por um período de tempo definido caracteriza o período expulsivo prolongado, uma importante distócia funcional. O diagnóstico de período expulsivo prolongado exige uma reavaliação completa da paciente. As causas podem estar relacionadas à contratilidade uterina ineficaz, desproporção céfalo-pélvica, ou variedades de posição anômalas (ex: occipito-posterior). A conduta dependerá da causa identificada, podendo variar desde a correção da dinâmica uterina com ocitocina até a indicação de um parto operatório, seja por via vaginal (instrumental) ou abdominal (cesariana).
Os critérios variam, mas classicamente, para nulíparas, considera-se prolongado após 3 horas sem analgesia ou 4 horas com analgesia. Para multíparas, após 2 horas sem analgesia ou 3 horas com analgesia, sem progresso na descida fetal.
A conduta inicial é reavaliar os três 'P's: 'Power' (força contrátil), 'Passenger' (feto) e 'Passage' (pelve). Deve-se otimizar a contratilidade com ocitocina se necessário, avaliar a variedade de posição e a proporção feto-pélvica. Se não houver resolução, indica-se parto instrumental (fórceps/vácuo) ou cesariana.
A fase ativa prolongada é uma dilatação lenta (<1 cm/h), com a curva de dilatação (representada por 'X') progredindo lentamente para a direita. A parada da descida ocorre após a dilatação completa (10 cm), quando a altura da apresentação (representada por 'O') permanece no mesmo nível por um período prolongado.
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