UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Parturiente de risco habitual, 26 anos de idade, 38 semanas de gestação, primigesta, encontra-se em trabalho de parto espontâneo, sem bloqueio neuraxial. Exame obstétrico: frequência cardíaca fetal basal de 136 batimentos por minuto e com desacelerações precoces repetitivas à cardiotocografia, apresentação cefálica em OP e plano +3 de DeLee. Após 4 horas na fase ativa do período expulsivo, refere estar exausta e não consegue mais realizar puxos. Qual é a conduta mais adequada?
Período expulsivo prolongado + exaustão materna + feto baixo (+3) → parto vaginal operatório (fórcipe/vácuo).
Em primigestas, um período expulsivo que se estende por mais de 3 horas (com analgesia) ou 2 horas (sem analgesia), associado à exaustão materna e uma apresentação fetal baixa (plano +3 de DeLee), indica a necessidade de assistência para o parto, sendo o vácuo-extrator ou fórcipe as opções mais adequadas.
O período expulsivo é a segunda fase do trabalho de parto, caracterizada pela dilatação cervical completa e a expulsão do feto. Sua duração pode variar, mas um período prolongado, especialmente em primigestas, é um sinal de alerta para distocia e pode levar à exaustão materna e ao sofrimento fetal. A exaustão materna, combinada com uma apresentação fetal em plano baixo (como +3 de DeLee), indica que o feto está próximo do parto vaginal, mas a mãe não tem mais forças para os puxos eficazes. As desacelerações precoces, embora geralmente benignas, em um contexto de expulsivo prolongado, reforçam a necessidade de resolução do parto. Nesses casos, o parto vaginal operatório com vácuo-extrator ou fórcipe é a conduta mais adequada, pois permite a resolução rápida e segura do parto, evitando complicações para a mãe e o feto. A escolha entre vácuo e fórcipe depende da experiência do operador, das condições clínicas e das características da apresentação fetal.
Em primigestas, o período expulsivo é considerado prolongado se exceder 3 horas com analgesia neuraxial ou 2 horas sem analgesia neuraxial, na ausência de progressão.
São indicados em casos de período expulsivo prolongado, exaustão materna, sofrimento fetal (quando o parto vaginal é iminente e seguro), ou condições maternas que contraindiquem puxos prolongados, desde que a apresentação fetal esteja em plano baixo e as condições para o parto operatório sejam favoráveis.
As contraindicações incluem apresentação fetal alta (acima de +2 de DeLee), suspeita de desproporção cefalopélvica, feto prematuro (<34 semanas), distúrbios de coagulação fetal, ou condições que exijam um parto mais rápido e seguro, como a cesariana.
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