Parto Vaginal: Minimizando Lacerações Perineais e Lesões Fetais

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Durante o período expulsivo do parto, qual é a técnica mais indicada para minimizar o risco de lacerações perineais e lesões neonatais?

Alternativas

  1. A) Realizar episiotomia de rotina para todos os partos vaginais.
  2. B) Realizar pressão no fundo uterino (manobra de Kristeller) para auxiliar na expulsão.
  3. C) Manter a flexão controlada da cabeça fetal durante a coroação, permitindo uma saída gradual.
  4. D) Solicitar que a parturiente faça força máxima (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo.

Pérola Clínica

Coroação fetal controlada + flexão da cabeça → ↓ lacerações perineais e lesões neonatais.

Resumo-Chave

A técnica mais indicada para minimizar lacerações perineais e lesões neonatais durante o período expulsivo é o controle da coroação fetal. Isso envolve manter a flexão da cabeça fetal e permitir uma saída gradual, muitas vezes com o auxílio da manobra de Ritgen modificada, que protege o períneo.

Contexto Educacional

O manejo adequado do período expulsivo do parto é fundamental para a segurança da mãe e do bebê. A prática obstétrica moderna enfatiza a proteção do períneo e a minimização de intervenções desnecessárias, visando reduzir a morbidade materna e neonatal. A compreensão das técnicas de assistência ao parto é um pilar na formação de residentes em Ginecologia e Obstetrícia. A coroação controlada da cabeça fetal, mantendo a flexão e permitindo uma saída gradual, é a estratégia mais eficaz para prevenir lacerações perineais graves. Isso permite que os tecidos perineais se distendam lentamente, adaptando-se à passagem da cabeça. A manobra de Ritgen modificada, que consiste em aplicar pressão sobre o mento fetal através do períneo e ao mesmo tempo pressionar o occipital, ajuda a controlar a velocidade da saída e a manter a flexão. Em contraste, a episiotomia de rotina é uma prática desaconselhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por diversas sociedades de ginecologia e obstetrícia, pois aumenta o risco de lacerações mais graves (3º e 4º graus), dor perineal e dispareunia. A manobra de Kristeller (pressão no fundo uterino) é contraindicada devido ao alto risco de lesões maternas (ruptura uterina, inversão uterina) e fetais (fraturas, hipóxia). A manobra de Valsalva prolongada pela parturiente também é desaconselhada, pois pode levar à fadiga materna e comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário.

Perguntas Frequentes

Como proteger o períneo durante o parto?

A proteção do períneo durante o parto envolve o controle da coroação fetal, mantendo a flexão da cabeça e permitindo uma saída lenta e gradual, muitas vezes com a manobra de Ritgen modificada para apoiar o períneo.

Qual a importância da flexão da cabeça fetal na coroação?

Manter a flexão da cabeça fetal durante a coroação permite que o menor diâmetro da cabeça (suboccipitobregmático) passe pelo períneo, reduzindo a tensão e o risco de lacerações extensas.

A episiotomia de rotina é recomendada?

Não, a episiotomia de rotina não é recomendada. Ela deve ser reservada para situações específicas, como sofrimento fetal agudo ou distocia de ombro, pois seu uso rotineiro aumenta o risco de lacerações de 3º e 4º graus.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo