HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Maria 26 anos, G1P0, gestação de termo, sem morbidades, encontrasse em período expulsivo há 40 minutos. As contrações uterinas duram em torno de 50 segundos com frequência de 5 em 10 minutos. Ausculta cardíaca fetal basal de 140 bpm e sem desacelerações periódicas. A apresentação é cefálica fletida com a sutura sagital no diâmetro anteroposterior com crânio no assoalho pélvico e couro cabeludo visível no introito vaginal. Qual é a melhor conduta a ser adotada?
Período expulsivo prolongado com BCF normal e boa progressão → Orientação e apoio são a melhor conduta inicial.
Em gestantes G1P0 com período expulsivo de 40 minutos, mas com boa dinâmica uterina, BCF normal, e apresentação cefálica fletida no assoalho pélvico com couro cabeludo visível, a conduta mais adequada é a observação ativa com orientação e apoio. Não há sinais de sofrimento fetal ou distocia que justifiquem intervenção imediata.
O período expulsivo é a segunda fase do trabalho de parto, que se estende desde a dilatação cervical completa até o nascimento do bebê. Sua duração pode variar significativamente, sendo geralmente mais longa em primigestas. É crucial para residentes entenderem os limites fisiológicos e os sinais de progressão normal versus distocia, a fim de evitar intervenções desnecessárias ou tardias. A assistência adequada neste período é fundamental para a segurança materno-fetal. A avaliação da progressão do período expulsivo envolve a observação da dinâmica uterina, a descida da apresentação fetal (grau de insinuação e rotação) e, primordialmente, o monitoramento do bem-estar fetal através da ausculta cardíaca. A presença de contrações eficazes, a descida contínua da apresentação e um padrão de BCF tranquilizador são indicativos de uma evolução fisiológica. A visibilidade do couro cabeludo no introito vaginal é um sinal de que o parto está iminente. Diante de um período expulsivo que se estende, mas sem sinais de sofrimento fetal ou distocia de progressão, a conduta mais apropriada é a observação ativa, com orientação e apoio à parturiente. A ocitocina deve ser reservada para casos de hipoatividade uterina comprovada, e os partos operatórios (fórceps, vácuo ou cesárea) apenas quando há falha de progressão ou comprometimento fetal. O residente deve dominar a avaliação clínica para tomar decisões baseadas em evidências e promover um parto seguro e respeitoso.
Em primigestas, o período expulsivo pode durar até 3 horas com anestesia peridural e até 2 horas sem anestesia, desde que haja boa progressão e bem-estar materno-fetal. A duração de 40 minutos, neste caso, ainda está dentro de um limite aceitável para observação.
Sinais de boa progressão incluem contrações uterinas eficazes, descida contínua da apresentação fetal, rotação adequada, e ausculta cardíaca fetal tranquilizadora, sem desacelerações. A visibilidade do couro cabeludo no introito vaginal é um excelente indicador de proximidade do parto.
Intervenções como ocitocina, fórceps/vácuo extrator ou cesárea devem ser consideradas em casos de distocia de progressão (parada de descida ou rotação), sofrimento fetal (alterações no BCF), exaustão materna ou risco iminente para a mãe ou o feto, após avaliação cuidadosa.
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