SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
A respeito do período expulsivo do trabalho de parto, assinale a alternativa correta.
Posições verticalizadas no período expulsivo → ↑ gravidade, ↓ compressão aorta/cava, ↑ eficiência contrações = parto mais fisiológico.
Posições verticalizadas durante o período expulsivo do trabalho de parto são vantajosas pois a gravidade auxilia na descida fetal, há menor compressão dos grandes vasos maternos (aorta e veia cava), o que melhora o fluxo sanguíneo uteroplacentário, e a contratilidade uterina tende a ser mais eficiente.
O período expulsivo é a segunda fase do trabalho de parto, iniciando-se com a dilatação cervical completa (10 cm) e terminando com o nascimento do bebê. É um momento crucial que exige acompanhamento atento e, sempre que possível, o incentivo a práticas que promovam um parto mais fisiológico e confortável para a mulher. A escolha da posição materna durante o período expulsivo tem um impacto significativo no progresso do parto e no bem-estar materno-fetal. As posições verticalizadas (como de cócoras, sentada, semi-sentada ou de quatro apoios) são amplamente recomendadas devido a diversas vantagens. Elas permitem que a gravidade atue a favor da descida fetal, diminuem a compressão da aorta e da veia cava inferior pelo útero gravídico (evitando a síndrome da hipotensão supina e melhorando o fluxo sanguíneo uteroplacentário), e podem otimizar a eficiência das contrações uterinas, tornando os puxos mais eficazes. Em contraste, a posição supina (deitada de costas) é desaconselhada por aumentar a compressão dos grandes vasos, dificultar a descida fetal e ser menos confortável para a parturiente. Residentes devem ser treinados para oferecer suporte e encorajar as mulheres a adotarem posições verticalizadas, respeitando suas escolhas e promovendo um desfecho positivo para o parto.
As posições verticalizadas aproveitam a força da gravidade para auxiliar na descida e rotação fetal, reduzem a compressão da aorta e veia cava (melhorando o fluxo sanguíneo uteroplacentário), e podem aumentar a eficiência das contrações uterinas, potencialmente encurtando o período expulsivo e diminuindo a necessidade de intervenções.
Na posição supina, o útero gravídico pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o retorno venoso ao coração materno (síndrome da hipotensão supina), e a aorta, comprometendo o fluxo sanguíneo para o útero e a placenta, o que pode levar a sofrimento fetal e hipotensão materna.
As recomendações atuais enfatizam a liberdade de posição para a parturiente, o suporte contínuo, a avaliação fetal intermitente e a minimização de intervenções desnecessárias, como episiotomia de rotina. O objetivo é promover um parto mais fisiológico, seguro e respeitoso às escolhas da mulher.
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