Climatério: Fisiologia Ovariana e Alterações Hormonais

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

O período caracterizado pela falência progressiva da função ovariana sinaliza o climatério, que é o período de transição entre a fase reprodutiva e a senilidade. Qual a opção abaixo NÃO faz parte da fisiologia ovariana nesse período?

Alternativas

  1. A) A redução de inibina diminui o feedback negativo hipofisário resultando em elevação do FSH (primeira alteração laboratorial).
  2. B) A elevação do FSH induz acelerado desenvolvimento dos folículos e encurtamento da primeira fase do ciclo menstrual.
  3. C) O ovário na pós-menopausa continua ativo, secretando fundamentalmente os hormônios testosterona e androstenediona.
  4. D) Esse período de transição para falência ovariana pode ser caracterizado por um hipogonadismo hipogonadotrófico.

Pérola Clínica

Climatério = hipogonadismo HIPERGONADOTRÓFICO (FSH ↑), NÃO hipogonadotrófico.

Resumo-Chave

No climatério, a falência ovariana leva à redução da inibina e estrogênio, resultando em feedback negativo diminuído no hipotálamo-hipófise, o que causa elevação compensatória do FSH e LH (hipogonadismo hipergonadotrófico). Hipogonadismo hipogonadotrófico seria por falha central.

Contexto Educacional

O climatério é um período de transição na vida da mulher, marcado pela falência progressiva da função ovariana, que culmina na menopausa. Este processo fisiológico é caracterizado por uma série de alterações hormonais e clínicas que preparam o corpo para a senilidade. A compreensão da fisiologia ovariana nesse período é fundamental para o diagnóstico e manejo dos sintomas. A principal alteração fisiológica é a depleção dos folículos ovarianos, que leva à diminuição da produção de estrogênio e, crucialmente, da inibina. A inibina exerce um feedback negativo sobre a hipófise, controlando a secreção de FSH. Com a redução da inibina, o feedback negativo diminui, resultando em uma elevação compensatória do FSH, que é a primeira alteração laboratorial detectável e um marcador do início do climatério. Essa elevação do FSH, juntamente com a queda do estrogênio, caracteriza um estado de hipogonadismo hipergonadotrófico, onde a falha é primária no ovário e a hipófise tenta compensar. É importante notar que, mesmo na pós-menopausa, o ovário não se torna completamente inativo. Ele continua a secretar androgênios, como testosterona e androstenediona, que são importantes para a saúde óssea e o desejo sexual. A opção incorreta na questão refere-se a um hipogonadismo hipogonadotrófico, que seria uma falha central (hipotálamo-hipófise) e não a falência ovariana primária observada no climatério.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira alteração hormonal no climatério?

A primeira alteração hormonal no climatério é a elevação do FSH, devido à redução da inibina pelos folículos ovarianos em declínio, diminuindo o feedback negativo sobre a hipófise.

O que significa hipogonadismo hipergonadotrófico no climatério?

Significa que os ovários (gônadas) estão falhando (hipogonadismo), mas a hipófise está produzindo níveis elevados de gonadotrofinas (FSH e LH) em uma tentativa compensatória de estimular os ovários, caracterizando uma falha primária.

O ovário permanece ativo após a menopausa?

Sim, mesmo após a menopausa, o ovário continua a secretar hormônios androgênicos, principalmente testosterona e androstenediona, embora em menor quantidade do que na fase reprodutiva.

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