Perimetria no Infarto Occipital: Diagnóstico de Campo Visual

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Para qual doença o exame realizado com este aparelho está melhor indicado?

Alternativas

  1. A) Alterações da motilidade ocular extrínseca.
  2. B) Catarata
  3. C) Ceratocone
  4. D) Infarto occipital

Pérola Clínica

Infarto occipital → Hemianopsia homônima contralateral com preservação macular.

Resumo-Chave

A perimetria é o padrão-ouro para mapear defeitos de campo visual causados por lesões retroquiasmáticas, como infartos no córtex occipital, que geram perdas de campo altamente congruentes.

Contexto Educacional

A perimetria, ou exame de campo visual, desempenha um papel fundamental na interface entre a oftalmologia e a neurologia. O aparelho mencionado (perímetro) é utilizado para testar a sensibilidade luminosa em diversos pontos da retina, permitindo localizar lesões ao longo de toda a via óptica. Quando um paciente sofre um infarto occipital, a interrupção do processamento visual em um hemisfério resulta em perda de visão no hemicampo oposto de ambos os olhos, fenômeno conhecido como hemianopsia homônima. Clinicamente, a análise da congruência do defeito e a presença de preservação macular são pistas vitais. Lesões mais posteriores na via óptica tendem a ser mais congruentes. O infarto da artéria cerebral posterior é a causa mais comum de hemianopsia homônima isolada. O uso da perimetria permite não apenas o diagnóstico topográfico inicial, mas também o acompanhamento da reabilitação visual e a avaliação da segurança do paciente para atividades como dirigir.

Perguntas Frequentes

Como o infarto occipital aparece no exame de campo visual?

O infarto occipital tipicamente se manifesta como uma hemianopsia homônima contralateral à lesão. Devido à organização retinotópica precisa do córtex visual primário, essas lesões costumam produzir defeitos de campo visual extremamente congruentes (idênticos em ambos os olhos). Uma característica marcante de lesões no polo occipital é a 'preservação macular' (macular sparing), onde a visão central permanece intacta devido à dupla vascularização (artéria cerebral média e posterior) ou à grande representação cortical da mácula.

Qual a diferença entre perimetria manual e computadorizada na neuro-oftalmologia?

A perimetria manual (como a de Goldmann) é excelente para mapear a periferia do campo visual e é muito útil em pacientes com baixa cooperação ou grandes defeitos. Já a perimetria computadorizada (como a de Humphrey) é mais sensível para detectar escotomas sutis e quantificar a perda de sensibilidade, sendo o padrão atual para monitoramento de doenças neurológicas e glaucoma. Em casos de suspeita de infarto occipital, ambos podem ser usados, mas a computadorizada oferece dados estatísticos mais robustos para comparação evolutiva.

Por que a perimetria não é o melhor exame para catarata?

A catarata é uma opacidade do cristalino que causa uma dispersão da luz, resultando em uma redução generalizada da sensibilidade em todo o campo visual no exame de perimetria. Embora o exame possa mostrar essa redução, ele não fornece informações diagnósticas específicas sobre a catarata, que é diagnosticada via exame de lâmpada de fenda. Além disso, a catarata pode mascarar outros defeitos (como os do glaucoma), tornando a interpretação do campo visual menos confiável.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo