Perimetria Azul-Amarelo (SWAP): Características e Limitações

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Na perimetria computadorizada azul e amarelo assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O estímulo-padrão utilizado é de tamanho III de Goldmann
  2. B) São testadas as células M da via koniocelular
  3. C) Como a luz azul é menos absorvida que a branca, essa perimetria está mais indicada que a perimetria branco no branco, em pacientes com catarata
  4. D) Maior variabilidade na determinação do limiar e maior flutuação a curto prazo que a perimetria branco no branco

Pérola Clínica

SWAP → Maior variabilidade e flutuação de curto prazo que a perimetria branco-no-branco.

Resumo-Chave

A perimetria azul-amarelo (SWAP) isola a via koniocelular para detecção precoce do glaucoma, mas sofre com alta variabilidade estatística e influência da opacidade do cristalino.

Contexto Educacional

A perimetria azul-amarelo utiliza um estímulo de tamanho V de Goldmann (maior que o III padrão) para compensar a menor sensibilidade espacial da via azul. Embora tenha sido muito estudada para detecção precoce, sua aplicação clínica foi limitada pela fadiga do paciente e pela sensibilidade a alterações no cristalino. Atualmente, outras tecnologias como o FDT (Frequency Doubling Technology) competem no nicho de diagnóstico precoce.

Perguntas Frequentes

O que é a via testada na perimetria SWAP?

A perimetria azul-amarelo, ou SWAP, é projetada para testar seletivamente a via koniocelular, que envolve as células ganglionares sensíveis a comprimentos de onda curtos (S-cones). A teoria é que essas células podem ser danificadas precocemente no glaucoma, permitindo a detecção de defeitos de campo visual antes da perimetria convencional branco-no-branco (SAP). No entanto, o isolamento dessa via exige um estímulo azul sobre um fundo amarelo intenso para saturar os outros fotorreceptores.

Por que a variabilidade é maior na perimetria SWAP?

A perimetria SWAP apresenta uma maior flutuação de curto e longo prazo e uma maior variabilidade na determinação do limiar em comparação com a perimetria padrão. Isso ocorre devido à menor densidade das células ganglionares sensíveis ao azul e à natureza do processamento neural envolvido. Essa alta variabilidade pode dificultar a distinção entre a progressão real da doença e o ruído estatístico do exame, exigindo múltiplas repetições para confirmação.

Como a catarata afeta o resultado da perimetria azul-amarelo?

A catarata nuclear, que tipicamente causa um amarelamento do cristalino, atua como um filtro que absorve seletivamente a luz azul. Como o estímulo da SWAP é azul, a presença de catarata reduz significativamente a sensibilidade medida, podendo simular ou mascarar defeitos glaucomatosos. Portanto, a SWAP é menos indicada em pacientes com opacidades significativas de meios do que a perimetria branco-no-branco convencional.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo