IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
A principal queixa das mulheres na perimenopausa é:
Fogacho é o sintoma vasomotor mais comum e principal queixa na perimenopausa.
O fogacho, ou ondas de calor, é o sintoma vasomotor mais prevalente e a principal queixa que leva as mulheres a procurar atendimento médico durante a perimenopausa, impactando significativamente a qualidade de vida.
A perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa, marcado por flutuações hormonais, principalmente do estrogênio, que levam a uma série de sintomas. É uma fase de grande importância clínica, pois afeta a qualidade de vida de milhões de mulheres e exige uma abordagem médica atenta. Entre os diversos sintomas que podem surgir nesse período, o fogacho (ondas de calor) é, de longe, a queixa mais comum e perturbadora. Caracterizado por sensações súbitas de calor intenso, sudorese e, por vezes, palpitações, o fogacho pode ocorrer várias vezes ao dia e à noite, impactando o sono, o humor e as atividades diárias. Sua prevalência e intensidade o tornam o principal motivo de busca por auxílio médico. Embora outros sintomas como ressecamento vaginal, labilidade emocional e ganho de peso sejam relevantes na perimenopausa, o fogacho se destaca como o sintoma vasomotor mais prevalente e o que mais frequentemente leva à procura por tratamento. O manejo desses sintomas pode incluir terapia hormonal, modificações no estilo de vida e outras terapias não hormonais, sendo um tópico fundamental para a prática clínica e para provas de residência em Ginecologia.
O fogacho é causado pela flutuação e eventual queda dos níveis de estrogênio, que afetam o centro termorregulador no hipotálamo, levando a uma resposta inadequada de vasodilatação e sudorese.
As opções de tratamento incluem terapia hormonal (estrogênio, progesterona), moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (SERMs), antidepressivos (ISRS, IRSN) e gabapentina, além de mudanças no estilo de vida.
A duração dos fogachos varia amplamente, mas a maioria das mulheres os experimenta por cerca de 7 a 10 anos, com alguns casos persistindo por mais de uma década após a menopausa.
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