HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Em relação à perihepatite causada por doença inamatória pélvica, a assertiva incorreta é:
Perihepatite por DIP (Fitz-Hugh-Curtis) pode ocorrer sem infecção tubária prévia, mas geralmente é uma complicação da DIP.
A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma perihepatite que ocorre como complicação da doença inflamatória pélvica (DIP), mais comumente causada por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae. Caracteriza-se por dor em hipocôndrio direito e pode não depender de infecção tubária prévia, embora seja frequentemente associada a ela.
A perihepatite, conhecida como Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, é uma complicação da doença inflamatória pélvica (DIP) caracterizada pela inflamação da cápsula hepática e do peritônio adjacente, sem envolvimento do parênquima hepático. É mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas. Os agentes etiológicos mais frequentemente envolvidos são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que ascendem do trato genital inferior. A disseminação da infecção para a cápsula hepática pode ocorrer por contiguidade através da cavidade peritoneal, por via linfática ou hematogênica. O sintoma mais comum é dor intensa em hipocôndrio direito, que pode ser pleurítica e irradiar para o ombro, muitas vezes acompanhada de febre e outros sinais de DIP. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no histórico de DIP, e pode ser confirmado por exames de imagem que mostram espessamento capsular ou aderências "em corda de violino" entre o fígado e a parede abdominal. As enzimas hepáticas geralmente não estão elevadas ou apresentam elevações mínimas, pois o parênquima hepático não é afetado. O tratamento é o mesmo da DIP, com antibióticos de amplo espectro. É importante reconhecer que o comprometimento hepático pode ocorrer independentemente de uma infecção tubária prévia, pois a disseminação peritoneal é uma via comum.
Os agentes etiológicos mais prevalentes da perihepatite por DIP, também conhecida como Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que causam a infecção pélvica primária.
O sintoma mais comum é dor aguda ou crônica em hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro, mimetizando colecistite ou outras condições abdominais. Pode haver febre e outros sintomas de DIP.
Não necessariamente. Embora a perihepatite seja uma complicação da DIP, a infecção pode se disseminar para a cápsula hepática por via peritoneal ou linfática, sem que haja uma infecção tubária prévia ou concomitante evidente.
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