INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Um homem com 42 anos de idade, servidor público, motorista do SAMU 192 (suporte avançado) há 22 anos, consultou-se com ortopedista de sua própria equipe, queixando-se de forte dor em região lombar havia 3 meses, com irradiação para a região medial dos membros inferiores. O ortopedista receitou-lhe analgésico e entregou-lhe um relatório no qual sugeria afastamento do trabalho para investigação diagnóstica, fisioterapia e repouso por 15 dias. O servidor foi encaminhado ao departamento de saúde do trabalhador para a realização de perícia médica, tendo seu pedido de licença negado sob a alegação de que deveria primeiramente realizar os exames indicados para diagnóstico e tratamento adequados. Diante dessa situação, o motorista avisou à sua equipe que faltaria ao plantão por 2 semanas. A equipe informou o fato à sua chefia imediata, que apontou falta injustificada ao motorista e aplicou-lhe advertência. Nesse caso, o motorista deveria:
Afastamento negado pela perícia → Comunicar chefia/RH e aguardar decisão administrativa.
O parecer do médico assistente é uma sugestão técnica; a decisão sobre a concessão de licença e dispensa do trabalho cabe exclusivamente à perícia médica oficial.
No contexto do serviço público e previdenciário, existe uma distinção clara entre o médico assistente (que trata) e o médico perito (que avalia a capacidade). O conflito de opiniões é comum, mas a hierarquia administrativa exige que o servidor siga as determinações do órgão pericial. A ausência deliberada após negativa pericial fere o dever de assiduidade e pode levar a processos administrativos disciplinares (PAD).
Sim. O médico perito tem autonomia para avaliar a capacidade laboral do periciado e pode discordar da necessidade ou do tempo de afastamento sugerido pelo médico que assiste o paciente, baseando-se em critérios técnicos e legais.
O trabalhador deve retornar ao trabalho ou entrar com um recurso administrativo. Faltar sem a autorização da perícia, mesmo possuindo atestado assistente, pode ser configurado como falta injustificada e gerar sanções disciplinares.
O médico assistente deve fornecer um relatório detalhado com diagnóstico, prognóstico e justificativa do afastamento, mas deve informar ao paciente que a decisão final sobre o benefício ou licença é da perícia.
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