Pericardite Urêmica: Diagnóstico e Manejo na IRC

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, com 55 anos de idade, portadora de insuficiência renal crônica procura a emergência de um hospital apresentando queixa de febre associada a forte dor na região do esterno de surgimento há 2 dias, a qual é aliviada pela anteversoflexão do tórax. O exame físico mostra atrito pericárdico e pulso paradoxal.Considerando esse caso clínico, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma sinalização frequente da presença de uremia.
  2. B) O achado de pulso paradoxal indica bradisfigmia na presença de febre.
  3. C) O ECG provavelmente vai mostrar baixa voltagem do QRS com onda T normal.
  4. D) Há indicação absoluta para que se submeta o paciente à hemodiálise.

Pérola Clínica

IRC + febre + dor torácica + atrito pericárdico + pulso paradoxal → Pericardite urêmica = Indicação absoluta de hemodiálise.

Resumo-Chave

A pericardite urêmica é uma complicação grave da insuficiência renal crônica, especialmente quando há sinais de tamponamento cardíaco, como o pulso paradoxal. A hemodiálise é o tratamento de escolha, sendo uma indicação absoluta para remover toxinas urêmicas e aliviar a inflamação pericárdica.

Contexto Educacional

A pericardite urêmica é uma complicação séria da insuficiência renal crônica (IRC), ocorrendo em cerca de 10-20% dos pacientes em diálise ou com uremia avançada. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido ao seu potencial de progressão para tamponamento cardíaco e óbito se não tratada adequadamente. A fisiopatologia envolve a inflamação do pericárdio devido ao acúmulo de toxinas urêmicas. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como dor torácica pleurítica (aliviada pela inclinação para frente), febre e achados de exame físico como atrito pericárdico e pulso paradoxal. O ECG pode mostrar baixa voltagem do QRS ou alterações inespecíficas, mas não é diagnóstico. O tratamento da pericardite urêmica é a hemodiálise intensiva, que é uma indicação absoluta. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e corticosteroides podem ser usados como adjuvantes, mas a remoção das toxinas urêmicas é primordial. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas o não reconhecimento pode levar a complicações fatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da pericardite urêmica?

A pericardite urêmica manifesta-se com dor torácica pleurítica (aliviada pela anteversoflexão), febre, atrito pericárdico e, em casos graves, sinais de tamponamento cardíaco como pulso paradoxal e hipotensão.

Qual a conduta inicial para pericardite urêmica?

A conduta inicial e definitiva para pericardite urêmica é a hemodiálise, que deve ser iniciada ou intensificada imediatamente para remover as toxinas urêmicas e resolver a inflamação pericárdica.

Por que o pulso paradoxal é um achado importante na pericardite urêmica?

O pulso paradoxal indica um comprometimento hemodinâmico significativo, sugerindo tamponamento cardíaco, uma complicação grave da pericardite que exige intervenção urgente, como a hemodiálise.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo