HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Mulher, 57 anos, portadora de insuficiência renal crônica pré-dialítica, procura a emergência de um hospital apresentando queixa de mal-estar, desconforto torácico inespecífico, náuseas e vômitos há 2 dias. O exame físico evidencia hálito urêmico, atrito pericárdico e presença de pulso paradoxal. Foi realizado eletrocardiograma de repouso que não evidenciou alterações do segmento ST.Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta.
IRC + atrito pericárdico + pulso paradoxal = Pericardite Urêmica → Indicação absoluta de hemodiálise.
A pericardite urêmica é uma complicação grave da insuficiência renal crônica, caracterizada por inflamação do pericárdio devido à uremia. A presença de atrito pericárdico e pulso paradoxal, mesmo sem alterações de ST no ECG, indica a necessidade urgente de hemodiálise para remover as toxinas urêmicas e resolver o quadro.
A pericardite urêmica é uma complicação grave e potencialmente fatal da insuficiência renal crônica (IRC), especialmente em pacientes pré-dialíticos ou com diálise inadequada. É causada pelo acúmulo de toxinas urêmicas que levam à inflamação do pericárdio. Os sintomas podem ser inespecíficos, como mal-estar, náuseas e desconforto torácico, mas o exame físico é crucial, revelando hálito urêmico, atrito pericárdico e, em casos de derrame pericárdico significativo ou tamponamento, pulso paradoxal. O diagnóstico da pericardite urêmica é essencialmente clínico. Embora o eletrocardiograma possa mostrar alterações inespecíficas ou mesmo ser normal, a presença de atrito pericárdico é um achado patognomônico. O pulso paradoxal indica um derrame pericárdico com comprometimento hemodinâmico, sugerindo tamponamento cardíaco iminente ou estabelecido, uma emergência médica. A conduta terapêutica para a pericardite urêmica é a intensificação ou início da hemodiálise. A diálise é eficaz na remoção das toxinas urêmicas, resolvendo a inflamação. Em casos de tamponamento cardíaco, a pericardiocentese pode ser necessária para aliviar a pressão, mas a hemodiálise permanece como o tratamento definitivo da causa subjacente. A compreensão desses pontos é vital para o manejo de pacientes com IRC em emergências.
Os sinais clínicos incluem dor torácica (que pode ser atípica), atrito pericárdico ao exame físico, febre, mal-estar, náuseas e vômitos. Em casos graves, pode haver sinais de tamponamento cardíaco, como pulso paradoxal e hipotensão.
A hemodiálise é o tratamento de escolha porque a pericardite urêmica é causada pelo acúmulo de toxinas urêmicas. A diálise remove essas toxinas, aliviando a inflamação pericárdica e prevenindo complicações como o tamponamento cardíaco.
Não, a ausência de alterações no segmento ST no eletrocardiograma não afasta o diagnóstico de pericardite urêmica. As alterações eletrocardiográficas clássicas de pericardite (supradesnivelamento difuso do ST) são menos frequentes nesta etiologia, sendo o diagnóstico predominantemente clínico.
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