HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Uma criança de 2 anos tem diagnóstico de pneumonia e derrame pleural drenado em sistema fechado, está em tratamento com penicilina cristalina no quinto dia de tratamento mantém febre e taquicardia e irritação. Foi feito ECG com o seguinte resultado: supra desnivelamento generalizado do segmento ST, depressão do segmento PR e alterações da repolarização ventrícular, apresenta como provável complicação do quadro:
Pneumonia + derrame pleural + febre/taquicardia persistente + ECG (supra ST generalizado, PR deprimido) → Pericardite Bacteriana.
Em uma criança com pneumonia e derrame pleural que mantém febre e taquicardia após dias de tratamento, o surgimento de alterações eletrocardiográficas como supradesnivelamento generalizado do segmento ST e depressão do segmento PR é altamente sugestivo de pericardite bacteriana, uma complicação grave de infecções torácicas.
A pneumonia e o derrame pleural são infecções respiratórias comuns na pediatria. Embora a maioria responda bem ao tratamento antibiótico, algumas crianças podem desenvolver complicações graves. A persistência de febre, taquicardia e irritação, mesmo após dias de tratamento adequado, deve levantar a suspeita de uma complicação sistêmica ou local mais séria. A pericardite bacteriana é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, de infecções torácicas como pneumonia e empiema pleural, especialmente em crianças. A infecção pode se estender diretamente do espaço pleural para o pericárdio ou por via hematogênica. O diagnóstico precoce é crucial, pois a condição pode evoluir para tamponamento cardíaco. Os achados eletrocardiográficos são fundamentais para o diagnóstico de pericardite aguda. O supradesnivelamento generalizado do segmento ST (em múltiplas derivações, exceto aVR e V1) e a depressão do segmento PR são sinais clássicos e altamente sugestivos de inflamação pericárdica. A taquicardia e irritação refletem o comprometimento cardíaco e o estado infeccioso persistente. O tratamento envolve antibióticos e, frequentemente, drenagem pericárdica.
Sinais incluem febre persistente, taquicardia, irritabilidade, dor torácica (nem sempre verbalizada em crianças pequenas), abafamento de bulhas cardíacas e, em casos graves, sinais de tamponamento cardíaco. O ECG mostra alterações típicas.
Na pericardite aguda, o ECG classicamente apresenta supradesnivelamento difuso e côncavo do segmento ST em múltiplas derivações (exceto aVR e V1), depressão do segmento PR e, em fases posteriores, inversão da onda T.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado (antibióticos e, frequentemente, drenagem pericárdica) e prevenir complicações graves como o tamponamento cardíaco, que pode ser fatal se não tratado rapidamente.
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