Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
O diagnóstico de pericardite é confirmado quando o paciente apresente ao menos dois de quatro critérios. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos critérios diagnósticos de pericardite.
Diagnóstico de pericardite → 2 de 4 critérios: dor pleurítica, atrito pericárdico, derrame pericárdico, e alterações ECG (supradesnivelamento ST difuso).
O diagnóstico de pericardite aguda requer a presença de pelo menos dois dos quatro critérios principais: dor torácica pleurítica, atrito pericárdico, derrame pericárdico novo/piora, e alterações eletrocardiográficas típicas, que incluem supradesnivelamento difuso do segmento ST ou infradesnivelamento do segmento PR. O infradesnivelamento difuso do segmento ST NÃO é um critério diagnóstico.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma condição comum que pode ser causada por infecções virais (mais comum), bacterianas, doenças autoimunes, trauma, infarto do miocárdio ou uremia. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para evitar complicações como o tamponamento cardíaco ou a pericardite constritiva. Fisiopatologicamente, a inflamação do pericárdio leva ao acúmulo de líquido (derrame pericárdico) e/ou espessamento das camadas pericárdicas, causando dor e, em casos graves, comprometimento da função cardíaca. Os critérios diagnósticos são baseados em achados clínicos, eletrocardiográficos e de imagem. A dor torácica é classicamente pleurítica, o atrito pericárdico é patognomônico, e o derrame pericárdico pode ser detectado por ecocardiograma. O diagnóstico de pericardite aguda é confirmado pela presença de pelo menos dois dos quatro critérios principais: 1) dor torácica tipo pleurítica; 2) atrito pericárdico; 3) alterações eletrocardiográficas típicas (supradesnivelamento difuso do segmento ST ou infradesnivelamento do segmento PR); e 4) derrame pericárdico novo ou piora de um preexistente. O tratamento geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina, com acompanhamento para monitorar a resolução e prevenir recorrências.
A dor torácica na pericardite é tipicamente pleurítica (piora com a inspiração profunda e tosse), aguda, retroesternal, pode irradiar para o trapézio e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente.
O atrito pericárdico é um som áspero, arranhado, de alta frequência, auscultado melhor na borda esternal esquerda inferior com o paciente inclinado para frente, e é causado pelo atrito das camadas pericárdicas inflamadas.
As alterações típicas incluem supradesnivelamento difuso do segmento ST (geralmente côncavo para cima) em múltiplas derivações, exceto aVR e V1, e infradesnivelamento do segmento PR, seguido por inversão da onda T.
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