Pericardite Aguda Pós-COVID: Diagnóstico e Sinais Chave

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 41 anos, com diagnóstico de COVID-19 (confirmado por exame de PCR) há 10 dias, em tratamento domiciliar sintomático, procura atendimento na emergência referindo forte dor pré-cordial de início súbito, com irradiação para o pescoço e ombros, que piora ao tossir. Realizado eletrocardiograma (imagem a seguir): Em relação ao quadro clínico e ao eletrocardiograma, qual é o diagnóstico do paciente?

Alternativas

  1. A) Infarto agudo do miocárdio
  2. B) Fibrilação atrial paroxística
  3. C) Pericardite aguda
  4. D) Embolia pulmonar

Pérola Clínica

Pericardite aguda pós-COVID → dor pré-cordial pleurítica, irradiação pescoço/ombros, piora tosse, atrito pericárdico.

Resumo-Chave

A dor torácica na pericardite aguda é tipicamente pleurítica, piora com a tosse e decúbito, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. A associação com COVID-19 é um fator etiológico importante a ser considerado.

Contexto Educacional

A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. Sua etiologia é variada, sendo as causas virais as mais comuns, e a infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19) tem sido reconhecida como um fator etiológico importante, podendo ocorrer tanto durante a fase aguda da doença quanto na convalescença. É crucial para o residente reconhecer essa condição devido à sua prevalência e à necessidade de um diagnóstico diferencial preciso com outras causas de dor torácica. A fisiopatologia envolve a inflamação do pericárdio, que leva à dor característica. O diagnóstico é clínico, baseado na dor torácica pleurítica, atrito pericárdico (se presente) e alterações eletrocardiográficas típicas (supradesnivelamento difuso do ST com concavidade para cima e infradesnivelamento do PR). Exames laboratoriais podem mostrar elevação de marcadores inflamatórios (PCR, VHS) e, em alguns casos, troponinas (se houver miocardite associada). O tratamento da pericardite aguda geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina, que reduz a taxa de recorrência. O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como pericardite recorrente, tamponamento cardíaco ou pericardite constritiva podem ocorrer, exigindo acompanhamento e manejo adequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da pericardite aguda?

A pericardite aguda manifesta-se com dor torácica pré-cordial ou retroesternal, pleurítica, que piora com a inspiração profunda, tosse e decúbito, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. Pode irradiar para ombros e pescoço.

Como o eletrocardiograma se apresenta na pericardite aguda?

O ECG na pericardite aguda tipicamente mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima em múltiplas derivações, exceto aVR e V1, e infradesnivelamento do segmento PR.

Qual a relação entre COVID-19 e pericardite?

A COVID-19 pode causar pericardite aguda ou miopericardite como complicação inflamatória direta ou imunomediada, tanto na fase aguda da infecção quanto na pós-aguda.

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