Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Mulher, 47 anos, hipertensa e tabagista, chega à emergência com queixa de dor torácica ventilatório-dependente, acompanhada de sudorese fria e palidez cutânea. Refere que há 5 dias, apresenta a dor de maneira contínua e estabelece relação com um quadro gripal na semana anterior. Passou a apresentar cansaço intenso aos pequenos esforços. Foi realizado o eletrocardiograma ilustrado a seguir. Considerando os achados e com base no diagnóstico mais provável, a abordagem terapêutica correta
Dor torácica pleurítica pós-infecção viral → Pericardite aguda; tratamento inicial = AINEs + colchicina.
A pericardite aguda frequentemente se manifesta após infecções virais, com dor torácica pleurítica que piora à inspiração profunda e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. O tratamento inicial baseia-se em anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e colchicina para reduzir a inflamação e prevenir recorrências.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração, frequentemente desencadeada por infecções virais. É uma condição comum na emergência, exigindo um diagnóstico diferencial cuidadoso com outras causas de dor torácica, como síndromes coronarianas agudas e embolia pulmonar. A compreensão de sua apresentação clínica e tratamento é crucial para a prática médica. A fisiopatologia envolve a inflamação do pericárdio, que pode ser idiopática (presumidamente viral), bacteriana, autoimune ou neoplásica. O diagnóstico baseia-se na tríade de dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima e infradesnivelamento do PR). Exames laboratoriais podem mostrar marcadores inflamatórios elevados. O tratamento da pericardite aguda visa aliviar a dor e reduzir a inflamação. AINEs em altas doses, como ibuprofeno ou aspirina, são a base da terapia, frequentemente combinados com colchicina para prevenir recorrências e acelerar a resolução dos sintomas. Em casos refratários ou com contraindicações a AINEs, corticosteroides podem ser considerados, mas com cautela devido ao risco de recorrência. O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como tamponamento cardíaco ou pericardite constritiva podem ocorrer.
A pericardite aguda tipicamente apresenta dor torácica pleurítica, que piora com a inspiração profunda e tosse, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. Pode haver febre, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas características.
O tratamento de primeira linha para pericardite aguda é com anti-inflamatórios não hormonais (AINEs), como ibuprofeno ou aspirina em altas doses, frequentemente associados à colchicina para reduzir a inflamação e prevenir recorrências.
A dor da pericardite é pleurítica, posicional e pode irradiar para o trapézio, enquanto a dor do infarto é tipicamente opressiva, retroesternal, não posicional e pode irradiar para o braço esquerdo ou mandíbula. O ECG e os marcadores cardíacos também auxiliam na diferenciação.
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