UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente de 20 anos foi encaminhado ao pronto atendimento devido a quadro de dor precordial do tipo ventilatório-dependente de forte intensidade e que melhorava quando o paciente fletia o tórax para a frente. Na ocasião, foi realizado o seguinte eletrocardiograma.O diagnóstico clínico-eletrocardiográfico é compatível com
Dor precordial ventilatório-dependente que melhora ao fletir o tórax + supradesnivelamento difuso de ST = Pericardite Aguda.
A pericardite aguda é caracterizada por dor precordial pleurítica que piora com a inspiração e melhora com a inclinação do tronco para frente. O ECG clássico mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST e, por vezes, infradesnivelamento do segmento PR, diferenciando-a de outras causas de dor torácica.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma causa comum de dor torácica em pacientes jovens e, embora geralmente benigna, requer diagnóstico diferencial com condições mais graves, como o infarto agudo do miocárdio. A etiologia é frequentemente viral, mas pode ser idiopática, autoimune ou secundária a outras doenças. O diagnóstico clínico é baseado na tríade clássica: dor precordial, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas. A dor é tipicamente pleurítica, retroesternal, com irradiação para ombros e pescoço, e caracteristicamente alivia com a inclinação do tronco para frente e piora com a inspiração profunda ou decúbito. O eletrocardiograma (ECG) é fundamental, mostrando supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima em várias derivações, sem alterações recíprocas, e frequentemente infradesnivelamento do segmento PR (especialmente em DII, DIII, aVF), que reflete a lesão atrial. O tratamento da pericardite aguda geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina. É crucial que o residente saiba reconhecer os sinais e sintomas, interpretar o ECG e diferenciar a pericardite de outras causas de dor torácica para instituir o tratamento adequado e evitar complicações como o tamponamento cardíaco, embora raro na pericardite aguda não complicada.
Os sintomas clássicos incluem dor precordial pleurítica (ventilatório-dependente), que piora com a tosse e inspiração profunda, e melhora ao sentar e inclinar o tronco para frente.
O ECG na pericardite aguda tipicamente mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST (concavidade para cima) em múltiplas derivações, sem alterações recíprocas, e frequentemente infradesnivelamento do segmento PR.
Na pericardite, o supradesnivelamento do ST é difuso e côncavo, com infradesnivelamento do PR. No IAM, o supradesnivelamento é localizado, convexo, com ondas Q patológicas e alterações recíprocas.
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