Tratamento da Pericardite Aguda: Uso de Colchicina e AINEs

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

O tratamento da pericardite apresenta grande eficácia na melhora sintomática e na resolução clínica. Sobre as drogas utilizadas, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Os corticoesteroides são drogas de primeira escolha e devem sem utilizados para diminuição da recorrência.
  2. B) O uso de colchicina está indicado para todos os casos por causa da comprovação na diminuição da recorrência de pericardite.
  3. C) Os anti-inflamatórios não hormonais devem ser utilizados apenas para casos refratários ao tratamento de primeira linha.
  4. D) A utilização de ácido acetilsalicílico (AAS), caso escolhido como droga terapêutica, deve ser na dose de 100 mg por dia.

Pérola Clínica

Pericardite aguda → AINE/AAS + Colchicina (3 meses) para ↓ recorrência.

Resumo-Chave

O tratamento padrão da pericardite aguda combina AINEs em doses anti-inflamatórias e colchicina, que é fundamental para reduzir as taxas de recorrência e melhorar a resposta clínica inicial.

Contexto Educacional

A pericardite aguda é uma síndrome inflamatória do pericárdio que exige diagnóstico clínico baseado em dor torácica pleurítica, atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas (infra de PR e supra de ST difuso) e derrame pericárdico. O manejo foca na resolução da inflamação e prevenção de complicações como o tamponamento e a constrição. A evidência atual consolida a colchicina como pilar terapêutico para evitar a pericardite recorrente, um dos maiores desafios clínicos da patologia.

Perguntas Frequentes

Por que a colchicina é obrigatória na pericardite?

A colchicina atua inibindo a polimerização da tubulina e a ativação do inflamassoma, o que reduz a inflamação pericárdica. Estudos multicêntricos demonstraram que sua adição ao tratamento padrão com AINEs ou AAS reduz pela metade a taxa de recorrência da doença, além de acelerar a remissão dos sintomas. Por isso, é recomendada para todos os pacientes, exceto se houver contraindicação absoluta.

Qual a dose de AAS recomendada na pericardite?

Diferente da dose antiagregante (100mg), na pericardite o AAS deve ser usado em doses anti-inflamatórias plenas, geralmente de 500mg a 1000mg a cada 6 ou 8 horas (totalizando 1,5g a 3g por dia), com desmame gradual após a resolução dos sintomas e normalização da PCR.

Quando indicar corticoides na pericardite?

Corticosteroides são reservados para casos de pericardite refratária, contraindicação aos AINEs/colchicina ou doenças autoimunes sistêmicas subjacentes. Devem ser usados em doses baixas a moderadas, pois doses altas e o uso precoce estão associados a um maior risco de cronicidade e recorrência da inflamação.

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