ENARE/ENAMED — Prova 2021
A pericardite é uma doença inflamatória de etiologia autoimune ou infecciosa que acomete o pericárdio e faz parte do diagnóstico diferencial de dor torácica. Atualmente, cerca de 1% dos casos de infarto agudo do miocárdio que têm elevação do segmento ST são, na verdade, pericardite. Sobre esse tema, é correto afirmar que
Pericardite: BNP/NT-proBNP elevados → envolvimento miocárdico e pior prognóstico.
A elevação de BNP e NT-proBNP na pericardite sugere envolvimento miocárdico concomitante (miopericardite), o que confere um pior prognóstico e requer uma avaliação mais cuidadosa, diferenciando-a da pericardite pura.
A pericardite é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração, e é uma causa comum de dor torácica em pacientes jovens. Pode ser de etiologia infecciosa (viral é a mais comum) ou não infecciosa (autoimune, pós-infarto, urêmica, neoplásica). É crucial diferenciá-la de outras causas de dor torácica aguda, como o infarto agudo do miocárdio, especialmente em cenários de emergência. O diagnóstico da pericardite aguda baseia-se em critérios clínicos (dor torácica pleurítica, atrito pericárdico), eletrocardiográficos (elevação difusa do segmento ST com concavidade para cima, depressão do PR), e exames de imagem (ecocardiograma pode mostrar derrame pericárdico). A elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS é comum. A dosagem de troponinas pode estar elevada na miopericardite, indicando envolvimento miocárdico. A dosagem de peptídeos natriuréticos cerebrais (BNP e NT-proBNP) tem um papel prognóstico na pericardite. Níveis elevados desses biomarcadores indicam envolvimento miocárdico concomitante (miopericardite), o que está associado a um risco aumentado de complicações como disfunção ventricular e recorrência, e, portanto, um pior prognóstico. O tratamento geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina.
A pericardite aguda classicamente apresenta dor torácica pleurítica que melhora ao sentar e inclinar-se para frente, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas como elevação difusa do segmento ST com concavidade para cima e depressão do segmento PR.
A elevação do BNP e NT-proBNP na pericardite sugere envolvimento do miocárdio (miopericardite), indicando um prognóstico menos favorável e a necessidade de monitoramento mais intensivo devido ao risco de disfunção ventricular.
A etiologia mais comum da pericardite aguda é viral (especialmente enterovírus como Coxsackie B), seguida por causas idiopáticas. Causas bacterianas são menos frequentes, mas mais graves.
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