UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Homem, 22a, procura o Pronto Atendimento por dor precordial de forte intensidade, iniciada há quatro dias e que piora com a inspiração. Apresentou coriza, odinofagia, febre e tosse há uma semana, com melhora espontânea. Antecedentes pessoais: diabetes tipo 1 há 10 anos em tratamento com insulina NPH e regular. Exame físico: regular estado geral; ansioso; PA=122/68mmHg; FC=112bpm; FR=22irpm. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca: ritmo regular, em dois tempos, sem sopros. Realizado ECGA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Dor precordial pleurítica pós-infecção viral + taquicardia = suspeitar de Pericardite Aguda.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, frequentemente de etiologia viral, que se manifesta com dor precordial pleurítica (piora à inspiração e melhora ao sentar/inclinar-se para frente) e pode ser precedida por um quadro infeccioso viral. A taquicardia é um achado comum.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração, sendo uma causa comum de dor torácica em pacientes jovens. Sua etiologia é frequentemente viral (Coxsackie B, Echovírus, Adenovírus), muitas vezes precedida por um quadro gripal ou infecção do trato respiratório superior, como observado no caso. Fatores como diabetes mellitus podem influenciar a resposta imune, mas a apresentação clássica é a dor precordial pleurítica. O diagnóstico da pericardite aguda é primariamente clínico, baseado na presença de pelo menos dois dos quatro critérios: dor torácica típica (pleurítica, melhora ao sentar e inclinar-se para frente), atrito pericárdico (ausculta), alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento difuso do ST com concavidade para cima e/ou infradesnivelamento do PR) e evidência de derrame pericárdico (ecocardiograma). Exames laboratoriais podem revelar marcadores inflamatórios elevados (PCR, VHS) e troponina cardíaca elevada em casos de miopericardite. O tratamento da pericardite aguda não complicada geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em altas doses, como ibuprofeno ou colchicina, para reduzir a inflamação e aliviar a dor. A colchicina é particularmente útil para prevenir recorrências. É fundamental monitorar o paciente para sinais de complicações, como tamponamento cardíaco ou pericardite constritiva, embora sejam raras na forma viral.
A pericardite aguda tipicamente causa dor precordial aguda, pleurítica (piora com a inspiração profunda e tosse), que pode irradiar para o trapézio e melhora ao sentar e inclinar-se para frente.
A etiologia mais comum da pericardite aguda é viral, frequentemente precedida por um quadro infeccioso do trato respiratório superior, como no caso descrito.
O ECG pode mostrar supradesnivelamento difuso do segmento ST (concavidade para cima), infradesnivelamento do segmento PR e, em fases mais avançadas, inversão da onda T.
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