Pericardite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Essencial

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente masculino, 32 anos, foi atendido no Serviço de Emergência do CHN com dor torácica iniciada há 3 horas, sem melhora, febre baixa e sopro cardíaco. Eletrocardiograma evidenciou supradesnivelamento do segmento ST em todas as derivações, exceto em aVR e V1. Também demonstrou infradesnivelamento do segmento PR. A hipótese diagnóstica de Pericardite aguda foi confirmada à ecocardiografia.A CONDUTA ADEQUADA para o caso é prescrever:

Alternativas

  1. A) repouso, aspirina ou outro antiinflamatório não hormonal e colchicina para reduzir recorrência
  2. B) corticoterapia venosa devido à gravidade do caso
  3. C) nitratos, betabloqueadores, aspirina e estatinas
  4. D) heparina de baixo peso molecular em doses plenas
  5. E) terapia trombolítica venosa

Pérola Clínica

Pericardite aguda (ECG: ST difuso, PR infradesnivelado) → AINEs + Colchicina para tratamento e prevenção de recorrência.

Resumo-Chave

A pericardite aguda é caracterizada por dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas típicas (supradesnivelamento difuso do segmento ST e infradesnivelamento do segmento PR). O tratamento padrão inclui anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e colchicina, que reduz a taxa de recorrência.

Contexto Educacional

A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma causa comum de dor torácica em jovens e, embora geralmente benigna, pode levar a complicações como tamponamento cardíaco ou pericardite constritiva. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, eletrocardiográficos e ecocardiográficos. O quadro clínico típico inclui dor torácica pleurítica (piora com a inspiração e melhora ao sentar), atrito pericárdico e febre baixa. O eletrocardiograma (ECG) é crucial, mostrando supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima e infradesnivelamento do segmento PR, que a diferencia do infarto agudo do miocárdio. A ecocardiografia pode confirmar a presença de derrame pericárdico e excluir outras causas. O tratamento da pericardite aguda não complicada envolve repouso, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) em doses elevadas (como aspirina ou ibuprofeno) e colchicina. A colchicina é fundamental para reduzir a inflamação e, principalmente, prevenir recorrências. Corticosteroides são geralmente evitados, exceto em casos refratários ou com contraindicações aos AINEs, devido ao risco de recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais são as alterações típicas no ECG de uma pericardite aguda?

O ECG na pericardite aguda classicamente mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST (concavidade para cima) em várias derivações, exceto aVR e V1, e infradesnivelamento do segmento PR.

Qual o papel da colchicina no tratamento da pericardite aguda?

A colchicina é um anti-inflamatório que, quando adicionado aos AINEs, demonstrou reduzir significativamente a taxa de recorrência da pericardite aguda, sendo recomendada como parte do tratamento padrão.

Como diferenciar a dor torácica da pericardite da dor do infarto agudo do miocárdio?

A dor da pericardite é tipicamente pleurítica, piora com a inspiração profunda e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. A dor do IAM é mais constritiva, retroesternal, irradia para braço/mandíbula e não se altera com a posição ou respiração.

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