FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Paciente, 40 anos, dá entrada no setor de emergência com dor torácica em aperto, variando com a respiração, e elevação de troponina. No ECG de repouso: supra desnivelamento difuso do segmento ST, de cerca de 0,5 mm; e infradesnivelamento do segmento PR. Há relato de síndrome gripal 10 dias atrás. A hipótese diagnóstica mais provável é
Dor torácica pleurítica + supra ST difuso + infra PR + troponina ↑ + infecção viral recente → Pericardite Aguda.
A pericardite aguda é caracterizada por dor torácica pleurítica, alterações eletrocardiográficas como supradesnivelamento difuso do segmento ST e infradesnivelamento do segmento PR, e pode cursar com elevação de troponina devido à inflamação miocárdica adjacente (miopericardite). Uma história de infecção viral recente é um fator etiológico comum.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma causa comum de dor torácica em serviços de emergência, frequentemente precedida por uma infecção viral (síndrome gripal). A importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de outras causas graves de dor torácica, como o infarto agudo do miocárdio, e de identificar possíveis complicações como o tamponamento cardíaco. O diagnóstico da pericardite aguda baseia-se em pelo menos dois dos quatro critérios: dor torácica típica (pleurítica, que piora com a inspiração e melhora ao sentar e inclinar-se para frente), atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento difuso do segmento ST e/ou infradesnivelamento do segmento PR) e derrame pericárdico novo ou piora de um preexistente. A elevação de marcadores inflamatórios (PCR, VHS) e de troponina (em caso de miopericardite) também são achados comuns. O tratamento da pericardite aguda idiopática ou viral geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em altas doses, como ibuprofeno ou colchicina, para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Em casos refratários ou com contraindicações a AINEs, corticosteroides podem ser considerados. O prognóstico é geralmente bom, mas há risco de recorrência e, em casos raros, de evolução para pericardite constritiva.
Os critérios incluem dor torácica típica (pleurítica, melhora ao sentar), atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas (supra ST difuso, infra PR) e/ou derrame pericárdico novo ou piora de um preexistente.
A elevação da troponina na pericardite indica um envolvimento inflamatório do miocárdio adjacente ao pericárdio, caracterizando um quadro de miopericardite. Isso não significa necessariamente um infarto.
Na pericardite, o supradesnivelamento do ST é difuso e côncavo para cima, frequentemente acompanhado de infradesnivelamento do PR. No IAM, o supra ST é regionalizado, convexo para cima e pode haver ondas Q patológicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo