Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Paciente jovem deu entrada na emergência com quadro de dor torácica à inspiração profunda com antecedentes de estado gripal há uma semana. O ECG revela supra desnivelamento difuso do segmento ST exceto em V1 eAVR (nesta última derivação observa-se supra desnivelamento do segmento PR). Qual o diagnóstico mais provável?
Pericardite aguda → dor torácica pleurítica + supra ST difuso (exceto V1/aVR) + supra PR em aVR.
A pericardite aguda é frequentemente precedida por infecção viral e se manifesta com dor torácica pleurítica. O ECG clássico mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST em quase todas as derivações, com infradesnivelamento do PR em algumas e supradesnivelamento do PR em aVR, um achado patognomônico.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração, e é uma causa comum de dor torácica na emergência. Sua etiologia é frequentemente viral, especialmente em pacientes jovens com história recente de infecção do trato respiratório superior. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e para evitar complicações. O diagnóstico da pericardite aguda baseia-se na tríade de dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas típicas. O ECG é fundamental, revelando supradesnivelamento difuso do segmento ST e, um achado patognomônico, supradesnivelamento do segmento PR em aVR, que reflete a inflamação atrial. A ausência de ondas Q patológicas e a natureza difusa do supra ST ajudam a diferenciá-la do infarto agudo do miocárdio. O tratamento geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina, visando reduzir a inflamação e prevenir recorrências. É importante monitorar o paciente para sinais de derrame pericárdico ou tamponamento cardíaco. O prognóstico é geralmente bom, mas a recorrência é uma preocupação, tornando o seguimento ambulatorial essencial.
A pericardite aguda tipicamente apresenta supradesnivelamento difuso do segmento ST em várias derivações (exceto V1 e aVR), infradesnivelamento do segmento PR em algumas derivações e supradesnivelamento do PR em aVR.
A dor da pericardite é geralmente pleurítica (piora com a inspiração profunda e tosse), melhora ao sentar e inclinar-se para frente, e pode ser precedida por um quadro viral.
A etiologia mais comum da pericardite aguda é viral, frequentemente após infecções do trato respiratório superior, mas outras causas incluem autoimunes, neoplásicas e pós-infarto.
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