UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Homem de 30 anos apresenta dor torácica pleurítica, que piora ao deitar-se e melhora ao inclinar-se para frente. Relata ter tido um quadro gripal com febre e mal-estar geral há uma semana. Ao exame físico, notase um atrito pericárdico audível. O eletrocardiograma (ECG) é realizado. Qual é a característica eletrocardiográfica mais provável de ser encontrada nesse paciente?
Pericardite aguda → dor pleurítica + atrito pericárdico + elevação difusa e côncava do segmento ST no ECG.
A pericardite aguda é caracterizada por dor torácica pleurítica que melhora ao inclinar-se para frente e piora ao deitar-se. O achado mais clássico no ECG é a elevação difusa e côncava do segmento ST, frequentemente acompanhada de depressão do segmento PR, refletindo a inflamação atrial.
A pericardite aguda é a inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. Geralmente é de etiologia viral, muitas vezes precedida por um quadro gripal. A dor torácica é o sintoma cardinal, tipicamente pleurítica, que piora com a inspiração profunda e ao deitar-se, e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente. Ao exame físico, o atrito pericárdico é um achado patognomônico, embora nem sempre presente. O eletrocardiograma é fundamental para o diagnóstico, mostrando classicamente uma elevação difusa e côncava do segmento ST em várias derivações, sem alterações recíprocas significativas, e frequentemente depressão do segmento PR, que reflete a inflamação atrial. O tratamento é geralmente sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina. É crucial diferenciar a pericardite de outras causas de dor torácica, como o infarto agudo do miocárdio, para evitar condutas inadequadas e garantir o manejo correto do paciente.
Os sintomas típicos incluem dor torácica pleurítica, que piora com a inspiração profunda e ao deitar-se, e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente. Pode haver febre e mal-estar geral, frequentemente precedidos por um quadro viral.
Na pericardite, a elevação do segmento ST é difusa (em várias derivações), côncava para cima e geralmente acompanhada de depressão do segmento PR. No infarto, a elevação é localizada, convexa para cima e frequentemente associada a alterações recíprocas e ondas Q patológicas.
A etiologia mais comum da pericardite aguda é viral, frequentemente após infecções do trato respiratório superior. Outras causas incluem doenças autoimunes, uremia, neoplasias e pós-infarto do miocárdio (Síndrome de Dressler).
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