UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
J. A. S, 18 anos, é trazida por sua mãe proveniente de seu domicílio. Estava sudoreica, taquicárdica, com dor torácica ventilatório dependente há cerca de 6 dias. Foi realizado eletrocardiograma que identificou supradesnivelamento difuso do segmento ST, com supra desnivelamento de segmento PR em V1 e AVR. Qual seria sua hipótese principal dentre as abaixo?
Dor torácica pleurítica + Supra ST difuso + Supra PR em aVR = Pericardite Aguda.
A pericardite aguda é caracterizada por dor torácica pleurítica, que piora com a inspiração e melhora ao inclinar-se para frente. O eletrocardiograma (ECG) típico mostra supradesnivelamento difuso do segmento ST (concavidade para cima) e, crucialmente, infradesnivelamento do segmento PR em várias derivações, exceto em aVR, onde pode haver supradesnivelamento do PR.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração, e é uma causa comum de dor torácica em pacientes jovens. O diagnóstico correto é crucial para evitar confusão com condições mais graves, como o infarto agudo do miocárdio. A dor torácica na pericardite é tipicamente pleurítica, aguda, e piora com a inspiração profunda e a posição supina, aliviando-se ao sentar e inclinar-se para frente. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica essencial. Os achados clássicos incluem supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima em múltiplas derivações, sem padrão de artéria coronária específica. Um sinal distintivo e altamente sugestivo é o infradesnivelamento do segmento PR em várias derivações (exceto em aVR, onde pode haver supradesnivelamento), que reflete a inflamação atrial. A ausência de ondas Q patológicas e a presença de ondas T positivas na fase inicial também ajudam a diferenciar do IAM. Para residentes, a capacidade de interpretar o ECG em casos de dor torácica é fundamental. Reconhecer o padrão de supradesnivelamento difuso do ST e as alterações do PR na pericardite aguda é um conhecimento-chave para a prática clínica e para as provas de residência. O tratamento geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina, com monitoramento para complicações como derrame pericárdico ou tamponamento cardíaco.
Os critérios incluem dor torácica pleurítica, atrito pericárdico (ausculta), alterações eletrocardiográficas típicas (supradesnivelamento difuso do ST e/ou infradesnivelamento do PR) e derrame pericárdico (ecocardiograma). São necessários pelo menos dois critérios para o diagnóstico.
A dor da pericardite é tipicamente pleurítica, piora com a inspiração profunda e tosse, e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente. A dor do IAM é geralmente opressiva, retroesternal, irradiando para braço esquerdo/mandíbula, e não varia com a respiração ou posição.
O infradesnivelamento do segmento PR (exceto em aVR, onde pode haver supradesnivelamento) é um achado altamente específico da pericardite aguda. Ele reflete a inflamação atrial e ajuda a diferenciar a pericardite de outras causas de supradesnivelamento do ST, como o infarto agudo do miocárdio.
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