Pericardite Aguda: A Causa Viral Mais Comum

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023

Enunciado

A pericardite é caracterizada por inflamação do pericárdio, podendo levar a um importante derrame pericárdico e sintomas como dor torácica e dispneia. O exame físico pode ser caracterizado pela presença de atrito pericárdico à ausculta cardíaca e o seu prognóstico depende do acometimento e da causa. Sabendo disso, marque a alternativa que apresenta a causa mais comum de pericardite.

Alternativas

  1. A) Doença bacteriana.
  2. B) Doença fúngica.
  3. C) Neoplasias.
  4. D) Doença viral.
  5. E) Lúpus eritematoso sistêmico.

Pérola Clínica

Pericardite aguda: causa mais comum é viral ou idiopática (provavelmente viral).

Resumo-Chave

A causa mais comum de pericardite aguda é viral, frequentemente por vírus Coxsackie, ou idiopática, que se presume ser de origem viral não identificada. Outras causas, como bacterianas, fúngicas ou neoplásicas, são menos frequentes e devem ser consideradas em contextos específicos.

Contexto Educacional

A pericardite aguda é uma síndrome inflamatória do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma condição relativamente comum, e sua etiologia é crucial para o manejo e prognóstico. A causa mais frequente de pericardite aguda é viral, sendo os vírus Coxsackie B os agentes mais comumente implicados, seguidos por adenovírus, influenza e herpesvírus. Em muitos casos, a causa não é identificada e é classificada como idiopática, presumindo-se uma origem viral não diagnosticada. Os sintomas incluem dor torácica pleurítica, que piora com a inspiração e o decúbito, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. O exame físico pode revelar atrito pericárdico, um achado patognomônico. O diagnóstico é clínico, eletrocardiográfico (supradesnivelamento difuso do segmento ST e depressão do segmento PR) e ecocardiográfico (derrame pericárdico, se presente). Marcadores inflamatórios como a proteína C reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS) podem estar elevados. O tratamento da pericardite viral ou idiopática geralmente é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina, que reduz a taxa de recorrência. É importante descartar causas mais graves, como pericardite bacteriana, tuberculosa, neoplásica ou autoimune, que exigem tratamentos específicos e podem ter um prognóstico mais reservado, necessitando de uma investigação etiológica mais aprofundada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da pericardite aguda?

A pericardite aguda tipicamente se manifesta com dor torácica pleurítica, que piora com a inspiração profunda e o decúbito, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. Pode haver febre, mal-estar e um atrito pericárdico à ausculta cardíaca.

Como é feito o diagnóstico de pericardite aguda?

O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos dois dos quatro critérios: dor torácica típica, atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento difuso do segmento ST) e derrame pericárdico (no ecocardiograma). Marcadores inflamatórios como PCR e VHS também podem estar elevados.

Qual o tratamento inicial para pericardite viral/idiopática?

O tratamento inicial geralmente envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em altas doses, como ibuprofeno, e colchicina, que reduz a taxa de recorrência e melhora a resposta aos AINEs. Corticosteroides são reservados para casos refratários ou com contraindicações aos AINEs.

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