UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Sobre a Pericardite Aguda, assinale a afirmativa correta.
Pericardite aguda → dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e ECG com supradesnivelamento ST difuso e depressão do PR.
A pericardite aguda é uma inflamação do pericárdio que se manifesta com dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas características. O ECG típico inclui supradesnivelamento do segmento ST generalizado (em múltiplas derivações, exceto aVR e V1) e depressão do segmento PR, que reflete a inflamação atrial. A etiologia é frequentemente viral, e o derrame pericárdico significativo para alterar a silhueta cardíaca na radiografia geralmente requer mais de 250 mL.
A pericardite aguda é uma síndrome inflamatória do pericárdio, a membrana que envolve o coração. É uma condição relativamente comum, e sua etiologia é frequentemente viral (idiopática, presumidamente viral), mas pode ser causada por doenças autoimunes, neoplasias, uremia, trauma ou infarto do miocárdio. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e para diferenciar de outras causas de dor torácica, como o infarto agudo do miocárdio. A apresentação clínica da pericardite aguda é variada, mas a dor torácica é o sintoma mais proeminente, tipicamente pleurítica, aguda, retroesternal, que piora com a inspiração profunda e melhora ao sentar e inclinar-se para frente. O atrito pericárdico, um som áspero e arranhado auscultado no precórdio, é patognomônico, embora nem sempre presente. As alterações eletrocardiográficas são características e incluem supradesnivelamento do segmento ST generalizado (em múltiplas derivações, exceto aVR e V1) e depressão do segmento PR, que é um marcador de inflamação atrial. O diagnóstico é clínico, apoiado por ECG, ecocardiograma (para avaliar derrame pericárdico e função cardíaca) e marcadores inflamatórios. A radiografia de tórax geralmente não mostra alterações significativas a menos que haja um derrame pericárdico volumoso (>250-300 mL). O tratamento visa aliviar a dor e a inflamação, geralmente com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e colchicina. Em casos de etiologia específica ou complicações como tamponamento cardíaco, intervenções mais específicas podem ser necessárias. O prognóstico é geralmente bom, mas recorrências podem ocorrer.
Os critérios diagnósticos incluem dor torácica típica (pleurítica, melhora ao sentar e inclinar-se para frente), atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento ST difuso e/ou depressão PR) e evidência de derrame pericárdico (no ecocardiograma) ou marcadores inflamatórios elevados (PCR, VHS).
O ECG na pericardite aguda classicamente mostra supradesnivelamento do segmento ST difuso e côncavo para cima em várias derivações (exceto aVR e V1), e depressão do segmento PR, que é um achado bastante específico e reflete a inflamação atrial. Ondas T invertidas podem surgir posteriormente, após a normalização do ST.
A etiologia mais comum da pericardite aguda é viral (idiopática, presumidamente viral). Ela pode se manifestar com uma variedade de sinais e sintomas inespecíficos, como febre baixa, mal-estar e mialgia, além da dor torácica característica, dependendo do agente viral e da resposta inflamatória do hospedeiro.
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