IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com dor súbita e intensa no epigástrio, acompanhada de rigidez abdominal. A tomografia revela ar livre na cavidade abdominal. Qual é a causa mais provável?
Dor epigástrica súbita + rigidez abdominal + pneumoperitônio (ar livre) → perfuração de víscera oca, mais comum úlcera péptica.
A tríade de dor epigástrica súbita e intensa, rigidez abdominal (abdome em tábua) e a presença de ar livre na cavidade abdominal (pneumoperitônio) em exames de imagem é altamente sugestiva de perfuração de uma víscera oca. A causa mais comum de perfuração gastrointestinal alta é a úlcera péptica.
A perfuração de úlcera péptica é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela ruptura da parede gástrica ou duodenal devido a uma úlcera, resultando no extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. Isso leva a uma peritonite química inicial, seguida por peritonite bacteriana. É crucial para residentes reconhecerem rapidamente essa condição devido à sua alta morbimortalidade. Clinicamente, o paciente apresenta dor abdominal súbita, intensa e lancinante, geralmente no epigástrio, que pode se generalizar rapidamente. O exame físico revela um abdome rígido, 'em tábua', com sinais de irritação peritoneal. O achado mais patognomônico em exames de imagem é o pneumoperitônio, ou seja, a presença de ar livre na cavidade abdominal, que pode ser detectado por radiografia simples de tórax (ar subdiafragmático) ou, com maior sensibilidade, por tomografia computadorizada. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica são fundamentais. A conduta inclui estabilização hemodinâmica, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro e laparotomia exploratória para fechamento da perfuração e lavagem da cavidade. A pancreatite aguda, ruptura de aneurisma e obstrução intestinal são diagnósticos diferenciais importantes, mas não cursam tipicamente com pneumoperitônio.
Os sinais clássicos incluem dor epigástrica súbita e intensa, que pode se generalizar, e rigidez abdominal difusa, conhecida como 'abdome em tábua', devido à peritonite química.
A presença de ar livre na cavidade abdominal (pneumoperitônio), visível em radiografias simples de abdome (sob o diafragma) ou, mais sensivelmente, em tomografia computadorizada, é o achado mais indicativo.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro, e preparo para intervenção cirúrgica de emergência para reparo da perfuração.
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