Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
A doença ulcerosa péptica, apesar da importante evolução do tratamento farmacológico disponivel, em algumas situações ainda prescinde da ação do cirurgião. Qual das seguintes condições é uma INDICAÇÃO ABSOLUTA para o tratamento cirúrgico de úlcera péptica?
Perfuração de úlcera péptica → indicação cirúrgica ABSOLUTA.
A perfuração de uma úlcera péptica é uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata para evitar peritonite e sepse. Embora o tratamento clínico tenha evoluído, as complicações agudas como a perfuração ainda demandam abordagem cirúrgica.
A doença ulcerosa péptica (DUP) é uma condição comum que afeta o trato gastrointestinal superior, caracterizada pela formação de úlceras no estômago ou duodeno. Embora a maioria dos casos seja tratada clinicamente com sucesso, principalmente com inibidores de bomba de prótons e erradicação de H. pylori, suas complicações representam um desafio significativo e podem ser fatais. A compreensão das indicações cirúrgicas é crucial para a prática médica. As complicações da DUP incluem hemorragia, perfuração, penetração e obstrução. A perfuração de uma úlcera péptica é uma emergência abdominal que exige intervenção cirúrgica imediata. Ela se manifesta com dor abdominal súbita e intensa, abdome em tábua e sinais de peritonite. O diagnóstico é clínico, com suporte de exames de imagem como radiografia de tórax (ar subdiafragmático) e tomografia. O tratamento cirúrgico da perfuração visa o fechamento da úlcera e a limpeza da cavidade peritoneal para prevenir sepse. Outras indicações cirúrgicas relativas incluem úlceras refratárias ao tratamento clínico otimizado, úlceras gástricas com suspeita de malignidade e obstrução pilórica refratária. A decisão cirúrgica deve sempre ponderar os riscos e benefícios para o paciente.
As principais complicações incluem hemorragia, perfuração, penetração e obstrução. A perfuração é uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata.
A hemorragia requer cirurgia em casos de instabilidade hemodinâmica persistente, falha da endoscopia em controlar o sangramento ou necessidade de transfusão maciça.
O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro, inibidores de bomba de prótons e, subsequentemente, reparo cirúrgico da perfuração.
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