UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Homem, 38a, funcionário de linha de produção de aço inoxidável, procura Unidade Básica de Saúde com queixa de respiração ruidosa, rinorreia, epistaxe, obstrução, dor, ressecamento e formação de crostas nasais. Exame físico: rinoscopia anterior = presença de perfuração septal de cerca de 1,5cm de diâmetro. O AGENTE OCUPACIONAL RELACIONADO A ESTE QUADRO CLÍNICO É:
Trabalhador aço inoxidável + perfuração septal nasal → Exposição a cromo/níquel (irritantes).
A exposição ocupacional a compostos de cromo hexavalente e níquel, comuns na produção de aço inoxidável, pode causar irritação crônica da mucosa nasal, levando a sintomas como rinorreia, epistaxe e, em casos avançados, perfuração do septo nasal.
A perfuração do septo nasal é uma condição que pode ter diversas etiologias, mas em um contexto ocupacional, a exposição a agentes químicos irritantes é uma causa importante. Trabalhadores da indústria de aço inoxidável estão particularmente expostos a metais como cromo e níquel, que são conhecidos por sua toxicidade para a mucosa nasal, causando lesões progressivas. O cromo hexavalente, em particular, é um potente irritante e sensibilizante, capaz de causar rinite crônica, ulcerações e, eventualmente, necrose e perfuração do septo nasal. Os sintomas iniciais incluem rinorreia, obstrução, epistaxe e formação de crostas. A rinoscopia anterior é fundamental para o diagnóstico, revelando a extensão da lesão. O manejo envolve a remoção da exposição ao agente agressor e tratamento sintomático para aliviar o desconforto. A prevenção é crucial, com a implementação de medidas de controle ambiental, uso de equipamentos de proteção individual e programas de vigilância da saúde do trabalhador para identificar precocemente os riscos e evitar a progressão da lesão, garantindo um ambiente de trabalho seguro.
Os principais agentes são compostos de cromo hexavalente, níquel, arsênio, cádmio e poeiras de cimento, que atuam como irritantes e corrosivos para a mucosa nasal, levando à necrose e perfuração.
O diagnóstico é clínico, baseado na história ocupacional detalhada, nos sintomas nasais (rinorreia, obstrução, epistaxe, crostas) e na rinoscopia anterior que evidencia a perfuração do septo nasal.
Medidas incluem controle de engenharia (ventilação adequada, exaustão localizada), uso de EPIs (máscaras respiratórias com filtros apropriados), higiene pessoal rigorosa e monitoramento ambiental e biológico dos trabalhadores expostos.
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