HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025
Paciente de 55 anos apresenta pneumoperitônio após polipectomia de segmóide, com dor abdominal importante. Diante do quadro, a conduta inicial mais indicada é
Perfuração colônica pós-polipectomia com pneumoperitônio → laparotomia e sutura primária, se estável e sem contaminação maciça.
A perfuração intestinal é uma complicação rara, mas grave, da polipectomia. A presença de pneumoperitônio e dor abdominal importante indica a necessidade de intervenção cirúrgica. Em casos de perfuração pequena e sem contaminação fecal significativa, a sutura primária é a conduta de escolha.
A polipectomia endoscópica é um procedimento comum e eficaz para a remoção de pólipos colônicos, prevenindo o câncer colorretal. No entanto, como qualquer procedimento invasivo, possui riscos, sendo a perfuração intestinal uma das complicações mais graves, embora rara (incidência de 0,1% a 0,3%). A perfuração pode ocorrer por trauma mecânico direto ou por lesão térmica durante a eletrocauterização. O pneumoperitônio, a presença de ar livre na cavidade abdominal, é um sinal radiológico clássico de perfuração de víscera oca. Em um paciente com dor abdominal importante após polipectomia e evidência de pneumoperitônio, a suspeita de perfuração é alta e requer avaliação cirúrgica imediata. A conduta inicial mais indicada, na ausência de contaminação fecal maciça ou instabilidade hemodinâmica, é a laparotomia exploradora com sutura primária da perfuração. A decisão por sutura primária, colectomia tipo Hartmann ou colostomia de proteção depende de múltiplos fatores, incluindo o tamanho da perfuração, o grau de contaminação peritoneal, o tempo desde a perfuração, a condição clínica do paciente e a presença de comorbidades. Em casos de perfurações pequenas e limpas, a sutura primária é a opção preferencial, pois preserva o cólon e evita a necessidade de ostomia.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e progressiva, distensão abdominal, febre, taquicardia e, em casos mais graves, sinais de peritonite ou choque.
A sutura primária é a melhor opção quando a perfuração é pequena, diagnosticada precocemente, há pouca contaminação peritoneal e o paciente está hemodinamicamente estável.
Fatores de risco incluem pólipos grandes ou sésseis, localização em áreas de curvatura acentuada, uso de eletrocautério e experiência do endoscopista.
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