HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Qual das alternativas abaixo descreve corretamente o manejo inicial de uma perfuração do esôfago?
Perfuração esofágica → iniciar ATB amplo espectro IMEDIATAMENTE para prevenir mediastinite e sepse.
A perfuração esofágica é uma emergência médica grave que pode levar rapidamente a mediastinite, sepse e choque. A administração imediata de antibióticos de amplo espectro é crucial para cobrir a flora polimicrobiana da orofaringe e do esôfago, prevenindo infecções sistêmicas e melhorando o prognóstico do paciente.
A perfuração esofágica é uma emergência médica com alta morbimortalidade, frequentemente resultante de iatrogenia (endoscopia, cirurgia), trauma ou vômitos intensos (Síndrome de Boerhaave). A rápida identificação e manejo são cruciais para o prognóstico do paciente, pois o extravasamento de conteúdo esofágico para o mediastino ou cavidade pleural pode levar a mediastinite, empiema e sepse fulminante. O manejo inicial deve ser agressivo e multifacetado. A prioridade é estabilizar o paciente, iniciar suporte hemodinâmico se necessário e, fundamentalmente, administrar antibióticos de amplo espectro imediatamente. Essa medida visa cobrir a flora polimicrobiana presente no esôfago e prevenir a progressão da infecção para quadros de sepse grave. Além da antibioticoterapia, o tratamento pode envolver jejum, nutrição parenteral, drenagem de coleções e, em muitos casos, intervenção cirúrgica ou endoscópica para fechar a perfuração ou controlar o extravasamento. A decisão entre manejo conservador e cirúrgico depende da etiologia, tamanho, localização da perfuração, tempo de diagnóstico e condição clínica do paciente.
Os sintomas variam com a localização e extensão, mas podem incluir dor torácica ou cervical súbita e intensa, disfagia, odinofagia, taquicardia, febre, dispneia e enfisema subcutâneo.
A perfuração esofágica expõe o mediastino e/ou a cavidade pleural à flora bacteriana polimicrobiana do esôfago. Antibióticos de amplo espectro são essenciais para prevenir infecções graves como mediastinite e sepse, que são as principais causas de morbimortalidade.
A abordagem conservadora pode ser considerada em casos selecionados de perfurações pequenas, contidas, sem sinais de sepse ou extravasamento significativo, e com drenagem adequada. No entanto, a maioria dos casos requer intervenção cirúrgica ou endoscópica.
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