Perfuração Esofágica: Diagnóstico e Manejo de Complicações

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2018

Enunciado

Paciente 32 anos é submetido a uma endoscopia digestiva de urgência sem anestesia para retirada de pedaço de carne. Procedimento descrito como tecnicamente difícil devido agitação do paciente, que evolui ao término com choque circulatório grave e insuficiência respiratória. Ao exame clínico: torporoso, taquipneico, ausculta abolida à direita, com hipertimpanismo à percussão torácica direita, jugulares túrgidas, RCR 2t 110bpm, PA 60x30mmHg, bulhas hipofonéticas e pulso paradoxal. Esse mesmo paciente é transferido ao HECI após 10 dias do evento inicial, proveniente de outro hospital onde estava internado no CTI. Relatório enviado daquele hospital relatava: 01 TC tórax sem identificar local da lesão esôfago; 01 laparotomia que também não identificou a lesão; outra TC tórax após cerca de 3 dias da endoscopia, dessa vez com contraste no esôfago, sem extravasamento do contraste; pneumonia extensa e empiema pleural à direita. Estava em uso de antibióticos de largo espectro, intubado sob ventilação mecânica, com dreno torácico à direita, recebendo nutrição parenteral exclusiva, sedado, estável hemodinamicamente. Novamente marque a alternativa com as proposições mais adequadas:

Alternativas

  1. A) Diagnóstico de lesão de esôfago muito pouco provável devido à alta sensibilidade da TC de tórax com contraste esofagiano realizada. Provável diagnóstico de pneumonia aspirativa à direita, manter antibióticos por 28 dias devido ao empiema, passar sonda nasoenteral para desmame de nutrição parenteral.
  2. B) Diagnóstico de lesão de esôfago muito pouco provável devido à alta sensibilidade da TC de tórax com contraste esofageano realizada. Provável diagnóstico de pneumonia aspirativa à direita, manter antibióticos por 28 dias devido ao empiema e realizar esofagograma com contraste baritado para exclusão definitiva do diagnóstico.
  3. C) Lesão de esôfago sem abordagem cirúrgica precoce. Realizar esofagoscopia para confirmar a localização da lesão e implante de prótese por endoscopia (stent) para isolamento da lesão. Manter antibióticos por 28 dias devido ao empiema, iniciar retirada da nutrição parenteral.
  4. D) Lesão de esôfago sem abordagem cirúrgica precoce. Realizar esofagoscopia para confirmar a localização da lesão. Realizar esofagostomia proximal para desvio do trânsito e controle do empiema, jejunostomia para nutrição enteral e programar tratamento cirúrgico somente após infecção totalmente controlada.
  5. E) Lesão de esôfago sem abordagem cirúrgica precoce. Realizar esofagografia com contraste solúvel em água para confirmar a localização da lesão e logo após encaminhar o paciente ao centro cirúrgico para reparo da lesão, além de melhor abordagem do empiema. Manter antibióticos por 28 dias.

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