Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Um jovem de 19 anos de idade procurou o pronto-socorro com história de 10 horas de náuseas, vômitos e fortes dores no peito, sintomas que haviam iniciado depois de ele ter comido um pedaço de pizza. Foi realizado exame contrastado, que identificou perfuração esofágica. No caso clínico precedente, entre as opções a seguir, o melhor tratamento é
Perfuração esofágica (Boerhaave) com diagnóstico precoce (<24h) → reparo cirúrgico primário.
A perfuração esofágica espontânea (Síndrome de Boerhaave) é uma emergência cirúrgica. O reparo cirúrgico primário é o tratamento de escolha, especialmente quando diagnosticado precocemente (nas primeiras 12-24 horas), para evitar complicações graves como mediastinite e sepse.
A perfuração esofágica é uma emergência médica grave, frequentemente associada à Síndrome de Boerhaave, que é a ruptura espontânea do esôfago após um aumento súbito da pressão intraesofágica, como em vômitos intensos. O diagnóstico precoce é crucial, geralmente confirmado por exames contrastados ou tomografia computadorizada, que podem mostrar extravasamento de contraste ou ar no mediastino. O tratamento depende do tempo de diagnóstico, tamanho da perfuração e condição do paciente. Para perfurações pequenas e contidas, ou em pacientes com baixo risco cirúrgico e diagnóstico muito precoce, pode-se considerar o manejo conservador. No entanto, para a maioria dos casos de perfuração franca, especialmente se diagnosticada nas primeiras 12-24 horas, o reparo cirúrgico primário é a abordagem preferencial. A cirurgia aberta permite a exploração completa, debridamento de tecidos desvitalizados, fechamento primário da perfuração e drenagem adequada do mediastino e cavidade pleural. Outras opções como endopróteses podem ser consideradas em casos selecionados ou como ponte para cirurgia, mas não são a primeira escolha para perfurações agudas e extensas. O atraso no tratamento cirúrgico aumenta drasticamente a morbimortalidade devido à rápida progressão da mediastinite e sepse.
Os sintomas clássicos incluem dor torácica súbita e intensa, vômitos, náuseas, dispneia e, em alguns casos, enfisema subcutâneo (sinal de Hamman).
O reparo cirúrgico primário é o tratamento ideal para perfurações diagnosticadas precocemente (<24h) porque permite o fechamento imediato do defeito, prevenindo a contaminação mediastinal e pleural, e reduzindo o risco de sepse e mortalidade.
As principais complicações são mediastinite, empiema pleural, sepse, choque e falência de múltiplos órgãos, com alta taxa de mortalidade se não tratada adequadamente.
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