UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 36a, procura o Pronto Socorro com queixa de dor abdominal, náusea e inapetência há 2 dias, após realização de endoscopia digestiva alta. Realizada polipectomia, na segunda porção do duodeno face posterior. Exame físico: PA= 89x68 mmHg, FC= 126bpm, FR= 20irpm, T= 37,8°C, anictérica; Abdome: plano, flácido, dor a palpação profunda em epigástrio, sem descompressão brusca dolorosa, Sinais de Murphy e Blumberg ausentes. O EXAME COMPLEMENTAR DO ABDOME E O RESULTADO ESPERADO SÃO:
Perfuração duodenal pós-polipectomia → pneumoretroperitôneo na radiografia simples de abdome.
A perfuração duodenal é uma complicação rara, mas grave, da polipectomia endoscópica, especialmente em duodeno. A presença de dor abdominal, instabilidade hemodinâmica e febre após o procedimento deve levantar a suspeita. O pneumoretroperitôneo é um sinal radiográfico precoce e crucial.
A perfuração gastrointestinal é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, de procedimentos endoscópicos, com uma incidência maior em polipectomias, especialmente em locais como o duodeno, devido à sua parede mais fina e localização anatômica. A suspeita clínica é crucial, baseada em sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas, inapetência, febre e sinais de instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão) que surgem após o procedimento. A identificação precoce é vital para um bom prognóstico. O diagnóstico de perfuração duodenal pós-polipectomia frequentemente envolve exames de imagem. A radiografia simples de abdome pode revelar pneumoretroperitôneo (ar na região retroperitoneal) ou pneumoperitôneo (ar na cavidade peritoneal), dependendo da localização da perfuração. A tomografia computadorizada com contraste oral e/ou intravenoso é o método mais sensível para confirmar a perfuração, localizar o sítio exato e avaliar a extensão do extravasamento de ar e líquido. O tratamento varia desde manejo conservador com antibióticos e jejum em casos selecionados de perfurações pequenas e estáveis, até intervenção cirúrgica imediata para perfurações maiores, com sinais de peritonite ou instabilidade hemodinâmica. A decisão terapêutica depende da condição clínica do paciente, tamanho e localização da perfuração, e tempo decorrido desde o evento. A prevenção envolve técnica endoscópica cuidadosa e reconhecimento precoce dos sintomas.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e persistente, náuseas, inapetência, febre, taquicardia e hipotensão. Pode haver enfisema subcutâneo ou pneumoretroperitôneo.
A radiografia simples de abdome é o exame inicial para identificar pneumoretroperitôneo ou pneumoperitôneo. A tomografia computadorizada é mais sensível para confirmar a perfuração.
A parede duodenal é mais fina e o duodeno tem uma localização retroperitoneal em grande parte, o que aumenta o risco de perfuração e a formação de pneumoretroperitôneo.
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