Manejo de Perfuração Colônica Pós-Endoscopia

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, de 55 anos de idade, foi submetida a ressecção endoscópica de lesão de crescimento lateral em transição retossigmoide. Após retirada da lesão, identificou-se perfuração de 0,4 cm, sendo realizado fechamento do orifício com colocação de clipes endoscópicos, com resultado aparentemente satisfatório. A paciente não apresentou queixas álgicas ao término do procedimento. Foi submetida a tomografia de abdome total, que evidenciou presença de pequena quantidade de pneumoperitônio adjacente ao sítio de perfuração, sem líquido livre intracavitário. Optou-se pela internação da paciente em leito de enfermaria. Dois dias após o procedimento, ainda em jejum, a paciente passou a apresentar dor abdominal difusa e náuseas. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, normocárdica e normotensa. O abdome está globoso, flácido, doloroso à palpação profunda de hipogástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais revelaram leucócitos em 14.000/mm³ e PCR 15 mg/dL, sem outras alterações. Realizou nova tomografia de abdome, que evidenciou aumento do pneumoperitônio adjacente ao cólon sigmoide e presença de solução de continuidade, de aproximadamente 0,3 cm, em transição retossigmoide adjacente aos clipes endoscópicos. Não foi identificado líquido livre intracavitário ou pneumoperitônio livre. Qual é a conduta correta para essa paciente neste momento?

Alternativas

  1. A) Rafia da perfuração por videolaparoscopia.
  2. B) Retossigmoidectomia à Hartmann.
  3. C) Colostomia derivativa em ângulo hepático.
  4. D) Sigmoidostomia em alça no sítio da perfuração.

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