Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
A perfuração do ceco durante uma polipectomia endoscópica eletiva deve ser tratada cirurgicamente nas primeiras 6 horas da seguinte forma:
Perfuração cecal pós-polipectomia eletiva nas primeiras 6h → Sutura primária da lesão.
A perfuração do ceco durante uma polipectomia, se identificada precocemente (nas primeiras 6 horas) e em paciente estável, geralmente permite o tratamento cirúrgico conservador com sutura primária da lesão, evitando procedimentos mais mórbidos como colostomias.
A perfuração intestinal é uma das complicações mais graves da polipectomia endoscópica, com incidência variável, mas que exige reconhecimento e manejo rápidos. O ceco, por ter uma parede mais fina e ser frequentemente o local de pólipos maiores, é particularmente vulnerável. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia envolve trauma mecânico direto ou lesão térmica durante a ressecção do pólipo. O diagnóstico é frequentemente clínico, com dor abdominal e sinais de peritonite, e confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada com contraste. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal desproporcional após o procedimento. O tratamento da perfuração cecal pós-polipectomia, especialmente se detectada nas primeiras 6 horas e em pacientes estáveis, é a sutura primária da lesão. Isso minimiza a morbidade associada a procedimentos mais complexos como colostomias, permitindo uma recuperação mais rápida e a preservação da anatomia intestinal.
Sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, distensão abdominal, taquicardia, febre e, em casos mais avançados, sinais de peritonite. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal desproporcional após o procedimento.
A sutura primária é preferível devido à menor morbidade e mortalidade, permitindo a preservação do trânsito intestinal, especialmente quando a perfuração é pequena, a contaminação é mínima e o diagnóstico é precoce.
Colostomias são geralmente indicadas em casos de perfurações maiores, contaminação fecal significativa, instabilidade hemodinâmica, ou quando há necrose tecidual extensa que impede a sutura primária e exige ressecção.
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