HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Em relação aos parâmetros hemodinâmicos em pacientes em contexto de choque, correlacione a COLUNA II. de acordo com a COLUNA I. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Choque Séptico (hiperdinâmico) = ↑DC, ↓RVS; Choque Hipovolêmico = ↓DC, ↑RVS, ↓PVC; Choque Cardiogênico = ↓DC, ↑RVS, ↑PVC.
A compreensão dos perfis hemodinâmicos é crucial para diferenciar os tipos de choque e guiar o tratamento. O choque séptico em sua fase inicial pode ser hiperdinâmico (alto DC, baixa RVS), enquanto o hipovolêmico, cardiogênico e obstrutivo são tipicamente hipodinâmicos (baixo DC, alta RVS), diferenciando-se pela PVC/POAP.
O choque é uma síndrome de insuficiência circulatória aguda, caracterizada por perfusão tecidual inadequada, resultando em disfunção celular e orgânica. A rápida identificação do tipo de choque e a compreensão de seus perfis hemodinâmicos são cruciais para um tratamento eficaz e para a redução da mortalidade. Os principais tipos de choque são hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo (séptico, anafilático, neurogênico). Cada tipo de choque apresenta um perfil hemodinâmico distinto, que pode ser avaliado por monitorização invasiva (cateter de Swan-Ganz) ou não invasiva. Por exemplo, o choque hipovolêmico é caracterizado por baixo débito cardíaco (DC), alta resistência vascular sistêmica (RVS) e baixa pressão venosa central (PVC). O choque cardiogênico também apresenta baixo DC e alta RVS, mas com PVC elevada. Já o choque séptico, na fase hiperdinâmica, pode ter DC elevado e RVS baixa, com PVC variável. O tratamento do choque é guiado pelo seu tipo e pelos parâmetros hemodinâmicos. A reposição volêmica é primordial no choque hipovolêmico e séptico, enquanto inotrópicos e vasopressores são indicados em choque cardiogênico e distributivo, respectivamente. A monitorização contínua e a reavaliação dos parâmetros hemodinâmicos são essenciais para ajustar a terapia e otimizar a perfusão tecidual.
Os principais parâmetros incluem Pressão Arterial Média (PAM), Débito Cardíaco (DC), Resistência Vascular Sistêmica (RVS), Pressão Venosa Central (PVC) ou Pressão de Oclusão da Artéria Pulmonar (POAP), e Saturação Venosa Central de Oxigênio (SvO2).
Na fase inicial (hiperdinâmica) do choque séptico, o Débito Cardíaco pode estar aumentado e a Resistência Vascular Sistêmica diminuída, devido à vasodilatação. Nos choques hipovolêmico, cardiogênico e obstrutivo, o Débito Cardíaco é tipicamente baixo e a RVS elevada.
A PVC ajuda a estimar o volume intravascular e a função ventricular direita. Ela é geralmente baixa no choque hipovolêmico, normal ou baixa no séptico, e elevada no choque cardiogênico e obstrutivo (como tamponamento cardíaco ou TEP maciço).
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