HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Em relação a situação de saúde da população brasileira podemos afirmar, EXCETO:
A mortalidade por doenças respiratórias crônicas (DPOC, asma) no Brasil tem tendência de queda, não de aumento.
A alternativa D está incorreta porque, embora as doenças respiratórias crônicas sejam um problema de saúde pública, a mortalidade ajustada por idade para DPOC e asma no Brasil tem mostrado uma tendência de queda nas últimas décadas, refletindo melhorias no diagnóstico, tratamento e controle de fatores de risco.
O perfil epidemiológico do Brasil tem passado por uma transição complexa, caracterizada pela coexistência de doenças transmissíveis, doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e causas externas. As DCNTs, como as doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, são atualmente as principais causas de morbidade e mortalidade, refletindo o envelhecimento populacional e mudanças nos estilos de vida. As doenças cardiovasculares, em particular, permanecem como a principal causa de morte, com as doenças cerebrovasculares e isquêmicas do coração no topo. A prevalência de diabetes mellitus tem aumentado, impulsionada pela epidemia de obesidade e pelo envelhecimento. Em relação ao câncer, observa-se um aumento na mortalidade por câncer colorretal e uma queda na mortalidade por câncer gástrico, alinhado a tendências globais. As causas externas, especialmente os homicídios, continuam a ser um grave problema de saúde pública, contribuindo significativamente para a mortalidade prematura. É importante notar que, apesar do aumento geral das DCNTs, a mortalidade ajustada por idade para algumas condições, como as doenças respiratórias crônicas (DPOC e asma), tem apresentado uma tendência de queda no Brasil. Isso pode ser atribuído a avanços no diagnóstico, tratamento, controle de fatores de risco (como o tabagismo) e melhor acesso à saúde, desafiando a percepção de que todas as DCNTs estão em ascensão em termos de mortalidade.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, com destaque para doenças cerebrovasculares e isquêmicas do coração. Cânceres, diabetes e causas externas (como homicídios) também representam uma parcela significativa.
A mortalidade padronizada atribuível ao câncer colorretal tem mostrado um aumento no Brasil, enquanto a mortalidade por câncer gástrico tem apresentado uma queda, seguindo tendências observadas em outros países desenvolvidos.
A mortalidade ajustada por idade para doenças respiratórias crônicas, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e asma, tem demonstrado uma tendência de queda no Brasil, em contraste com o que é afirmado na alternativa incorreta.
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