PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Você atende uma paciente de 30 anos com 35 semanas de gestação que veio checar os resultados de cardiotocografia, a qual apresenta feto com padrão não reativo e Perfil Biofísico fetal (realizado durante 30 minutos) com os seguintes parâmetros no resultado:- Movimentos respiratórios fetais: presença de 2 episódios de movimento respiratório fetal de 30 segundos cada- Movimentos corpóreos fetais: presença de 1 movimento amplo e 4 movimentos menores- Tônus Fetal: presente- Líquido Amniótico: Normal- Frequência Cardíaca Fetal: analisada pela CardiotocografiaCom base no resultado do Perfil Biofísico Fetal e da Cardiotocografia, qual a interpretação?
PBF 8/10 com líquido amniótico normal = Baixo risco de asfixia fetal, mesmo com cardiotocografia não reativa.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) avalia marcadores agudos (movimentos, tônus, reatividade cardíaca) e crônicos (líquido amniótico) de hipóxia. Um PBF de 8/10, mesmo com cardiotocografia não reativa (0 pontos), é tranquilizador e indica baixo risco de acidemia fetal, afastando a necessidade de uma intervenção de emergência.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é um método não invasivo de avaliação da vitalidade fetal, especialmente útil em gestações de alto risco ou quando a cardiotocografia (CTG) apresenta resultado duvidoso. Ele visa identificar fetos em risco de hipóxia e acidemia, permitindo uma intervenção oportuna para prevenir danos neurológicos ou óbito. O PBF é composto por cinco variáveis, quatro avaliadas por ultrassonografia e uma pela CTG. Cada variável recebe uma pontuação de 2 (normal) ou 0 (anormal), totalizando um escore de 0 a 10. Os parâmetros de tônus, movimento corporal, movimento respiratório e reatividade da frequência cardíaca são marcadores agudos, refletindo o estado do sistema nervoso central no momento do exame. O volume de líquido amniótico é um marcador de hipóxia crônica, pois sua redução (oligoidrâmnio) resulta de uma diminuição do fluxo sanguíneo renal fetal ao longo do tempo. Um escore de 8 ou 10 é considerado normal e indica baixo risco de asfixia fetal na semana seguinte. Um escore de 6 é equívoco e requer reavaliação ou investigação adicional. Escores de 4, 2 ou 0 estão fortemente associados a um risco aumentado de asfixia fetal e geralmente indicam a necessidade de interrupção da gestação. No caso da questão, um PBF 8/10 com líquido amniótico normal é tranquilizador, apesar da CTG não reativa.
O PBF avalia cinco parâmetros, valendo 2 pontos (presente) ou 0 (ausente): Tônus Fetal, Movimentos Corpóreos, Movimentos Respiratórios, Reatividade da Frequência Cardíaca (cardiotocografia) e Volume do Líquido Amniótico. Os quatro primeiros são marcadores agudos de hipóxia, enquanto o líquido amniótico é um marcador crônico.
Um resultado 6/10 é considerado equívoco ou suspeito. A conduta depende da idade gestacional e da presença ou não de oligoidrâmnio. Se houver oligoidrâmnio, a interrupção da gestação é geralmente indicada. Se o líquido for normal, a conduta mais comum é repetir o teste em 24 horas ou prosseguir com a investigação.
Os marcadores agudos são controlados pelo sistema nervoso central e se alteram rapidamente com a hipóxia: tônus, movimentos corpóreos, movimentos respiratórios e reatividade cardíaca. O volume do líquido amniótico é um marcador crônico, pois a oligoidrâmnio se desenvolve ao longo de dias ou semanas devido à redistribuição do fluxo sanguíneo fetal, que prioriza órgãos nobres em detrimento dos rins.
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