PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
O perfil biofísico fetal, desenvolvido por Manning em 1980, é um teste de avaliação anteparto da vitalidade fetal, que observa, além da frequência cardíaca fetal (FCF) pela cardiotocografia (CTG), outras 4 variáveis sonográficas durante 30 minutos que são:
PBF de Manning: CTG + MRF, MF, Tônus, VLA.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF), desenvolvido por Manning, avalia a vitalidade fetal combinando a cardiotocografia (FCF) com quatro variáveis ultrassonográficas: movimento respiratório fetal, movimentos corporais fetais, tônus fetal e volume do líquido amniótico.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF), desenvolvido por Manning e colaboradores em 1980, é uma ferramenta fundamental na avaliação anteparto da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco. Sua importância reside na capacidade de identificar fetos com risco de hipóxia e acidose, permitindo intervenções que podem prevenir desfechos perinatais adversos. Para residentes em obstetrícia, o domínio do PBF é essencial. O PBF é um teste composto que integra a avaliação da reatividade da frequência cardíaca fetal (FCF) por meio da cardiotocografia (CTG) com quatro variáveis observadas por ultrassonografia em tempo real: movimento respiratório fetal (MRF), movimentos corporais fetais (MF), tônus fetal e volume do líquido amniótico (VLA). Cada uma dessas cinco variáveis recebe uma pontuação de 0 ou 2, totalizando um escore máximo de 10. Um escore de 8 ou 10 é geralmente considerado normal, enquanto escores mais baixos indicam algum grau de comprometimento fetal. A fisiopatologia por trás do PBF baseia-se na sensibilidade de diferentes centros cerebrais fetais à hipóxia. Os centros mais altos (córtex) são os primeiros a serem afetados, comprometendo o tônus e os movimentos. Com hipóxia mais prolongada, os centros do tronco cerebral são afetados, alterando o movimento respiratório e a reatividade da FCF. O VLA reflete a perfusão renal e é um indicador de hipóxia crônica. A interpretação correta do PBF guia a conduta obstétrica, que pode variar de vigilância intensificada a interrupção da gestação.
O PBF avalia cinco variáveis: reatividade da frequência cardíaca fetal (pela CTG), movimento respiratório fetal, movimentos corporais fetais, tônus fetal e volume do líquido amniótico. Cada uma recebe uma pontuação de 0 ou 2.
O PBF é um teste de vigilância fetal anteparto que ajuda a identificar fetos em risco de hipóxia crônica, permitindo intervenções oportunas para prevenir morbidade e mortalidade perinatal. É amplamente utilizado em gestações de alto risco.
O volume do líquido amniótico (VLA) reflete a perfusão renal fetal e, consequentemente, a oxigenação. Oligodramnia (VLA reduzido) pode ser um sinal de comprometimento fetal crônico, pois o fluxo sanguíneo é centralizado para órgãos vitais, diminuindo a perfusão renal.
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