AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Com relação ao perfil biofísico fetal como método de avaliação da vitalidade fetal, assinale a correta.I. Para sua execução são necessários o uso da cardiotocografia e do ultrassom.II. Os marcadores agudos deste exame são a frequência cardíaca fetal, movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais fetais e tônus fetal.III. O marcador crônico deste exame é o líquido amniótico.
Perfil Biofísico Fetal (PBF) = Cardiotocografia + Ultrassom. Marcadores agudos: FC, movimentos respiratórios/corporais, tônus. Marcador crônico: líquido amniótico.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é uma ferramenta abrangente para avaliar a vitalidade fetal, combinando a cardiotocografia com parâmetros ultrassonográficos. Ele reflete tanto a função neurológica aguda quanto a função placentária crônica, sendo essencial para identificar fetos em risco de hipóxia.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é uma ferramenta diagnóstica crucial na obstetrícia para a avaliação da vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco. Desenvolvido para identificar fetos em risco de hipóxia e acidose, o PBF combina a observação de múltiplos parâmetros biofísicos, fornecendo uma avaliação abrangente do bem-estar fetal. Sua aplicação é fundamental para guiar condutas e otimizar o momento do parto, prevenindo desfechos adversos. A execução do PBF requer a combinação de duas técnicas: a cardiotocografia, que avalia a reatividade da frequência cardíaca fetal, e a ultrassonografia, que permite a visualização de outros quatro parâmetros. Os marcadores agudos do PBF – reatividade da frequência cardíaca fetal, movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais fetais e tônus fetal – refletem a integridade do sistema nervoso central fetal e são sensíveis a alterações agudas na oxigenação. O marcador crônico, o volume de líquido amniótico, é um indicador da função placentária e da perfusão renal fetal a longo prazo. Para residentes, o domínio do PBF é essencial. A interpretação correta de cada componente e a pontuação final (que varia de 0 a 10) são cruciais para a tomada de decisão clínica. Uma pontuação baixa pode indicar a necessidade de intervenção, como a indução do parto ou cesariana, enquanto uma pontuação normal geralmente permite a conduta expectante. Entender a fisiopatologia por trás de cada marcador ajuda a compreender o impacto da hipóxia fetal e a importância de uma avaliação precisa e oportuna.
Para a execução completa do Perfil Biofísico Fetal (PBF), são indispensáveis o uso da cardiotocografia, que avalia a frequência cardíaca fetal e a contratilidade uterina, e do ultrassom, que permite observar os movimentos fetais, tônus, movimentos respiratórios e o volume de líquido amniótico.
Os marcadores agudos do PBF, que refletem a função neurológica e o bem-estar fetal imediato, incluem a reatividade da frequência cardíaca fetal (avaliada pela cardiotocografia), os movimentos respiratórios fetais, os movimentos corporais fetais e o tônus fetal, todos observados por ultrassonografia.
O marcador crônico do PBF é o volume de líquido amniótico. Ele é um indicador da função placentária a longo prazo e da perfusão renal fetal, sendo que o oligoâmnio pode sugerir insuficiência placentária crônica e risco de hipóxia fetal.
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