Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
A predição do bem estar fetal pré-natal e durante o trabalho de parto incluem a prevenção de mortes fetais e de intervenções desnecessárias. Sobre esta avaliação fetal, está CORRETO afirmar:
Perfil Biofísico Fetal (PBF) = avalia movimentos, tônus, respiração, líquido amniótico e cardiotocografia.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é uma ferramenta abrangente para avaliar o bem-estar fetal, combinando parâmetros ultrassonográficos (movimentos, tônus, movimentos respiratórios, volume de líquido amniótico) com a cardiotocografia. Cada componente reflete a integridade de diferentes centros cerebrais fetais e sua resposta à oxigenação.
A avaliação do bem-estar fetal é um pilar fundamental na obstetrícia, visando identificar fetos em risco de hipóxia e prevenir desfechos adversos, tanto no período pré-natal quanto durante o trabalho de parto. Dentre as ferramentas disponíveis, o Perfil Biofísico Fetal (PBF) destaca-se como um método abrangente e não invasivo, que combina a ultrassonografia com a cardiotocografia para fornecer uma avaliação detalhada da condição fetal. O PBF é composto por cinco parâmetros, cada um refletindo a integridade de diferentes centros cerebrais fetais e sua resposta à oxigenação. Os parâmetros ultrassonográficos incluem os movimentos fetais (geralmente três ou mais movimentos corporais em 30 minutos), o tônus fetal (um episódio de extensão e flexão de um membro ou tronco), os movimentos respiratórios fetais (um episódio de 30 segundos em 30 minutos) e o volume de líquido amniótico (avaliado pelo Índice de Líquido Amniótico - ILA, ou pela maior bolsa). O quinto componente é a cardiotocografia, que avalia a reatividade dos batimentos cardíacos fetais. Cada parâmetro recebe uma pontuação de 0 ou 2, totalizando uma pontuação máxima de 10. Uma pontuação de 8 a 10 é geralmente considerada normal, enquanto pontuações mais baixas podem indicar comprometimento fetal e a necessidade de investigação adicional ou intervenção. O PBF é particularmente útil em gestações de alto risco, como em casos de restrição de crescimento intrauterino, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e pós-datismo, auxiliando na tomada de decisões sobre o momento e o modo do parto.
O PBF avalia cinco parâmetros: movimentos fetais, tônus fetal, movimentos respiratórios fetais, volume de líquido amniótico (ILA) e cardiotocografia (reatividade cardíaca fetal). Cada um recebe uma pontuação de 0 ou 2.
Um ILA baixo (oligoidrâmnio) pode indicar insuficiência placentária crônica, pois a produção de líquido amniótico está diretamente relacionada à perfusão renal fetal. É um sinal de comprometimento crônico do bem-estar fetal.
As acelerações dos batimentos cardíacos fetais em resposta aos movimentos são um sinal de boa oxigenação e integridade do sistema nervoso autônomo fetal. Sua ausência (traçado não reativo) pode indicar hipóxia fetal ou imaturidade.
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