UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Em relação ao controle de vitalidade fetal, assinale a alternativa CORRETA:
Perfil biofísico fetal = 4 marcadores agudos (FCF, MRF, MCF, Tônus) + 1 crônico (ILA).
O perfil biofísico fetal é uma ferramenta abrangente para avaliar a vitalidade fetal, combinando marcadores agudos (relacionados à oxigenação atual) e um marcador crônico (relacionado à função placentária a longo prazo), sendo um preditor importante de bem-estar fetal.
A avaliação da vitalidade fetal é um pilar fundamental na assistência pré-natal e durante o trabalho de parto, visando identificar precocemente fetos em risco de hipóxia e acidose. Diversos métodos são empregados, cada um com suas particularidades e indicações, como a cardiotocografia, o perfil biofísico fetal e o Doppler de artéria umbilical. A interpretação correta desses exames é crucial para a tomada de decisões clínicas. O perfil biofísico fetal é uma ferramenta abrangente que integra parâmetros agudos (reatividade da frequência cardíaca, movimentos respiratórios, movimentos corpóreos e tônus fetal), que refletem a oxigenação fetal atual, e um parâmetro crônico (volume de líquido amniótico), que indica a função placentária a longo prazo. Um escore baixo sugere comprometimento fetal e pode indicar a necessidade de intervenção. Residentes em Ginecologia e Obstetrícia devem ter um conhecimento aprofundado sobre cada um desses métodos, suas indicações, interpretação e implicações clínicas. A capacidade de integrar as informações de diferentes exames para uma avaliação completa da vitalidade fetal é essencial para a segurança materno-fetal e para o sucesso em exames de residência.
O perfil biofísico fetal é composto por cinco parâmetros: frequência cardíaca fetal (reatividade), movimentos respiratórios fetais, movimentos corpóreos fetais, tônus fetal (todos marcadores agudos) e volume de líquido amniótico (marcador crônico).
Diástole zero ou reversa no Doppler da artéria umbilical indica aumento da resistência vascular placentária e insuficiência placentária grave, associada a alto risco de hipóxia fetal, restrição de crescimento e óbito fetal.
DIP I (precoce) é uma desaceleração benigna que coincide com a contração uterina, causada por compressão cefálica. DIP II (tardia) é uma desaceleração que começa após o pico da contração, indicando insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal.
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