Perfil Biofísico Fetal: Entenda a Pontuação do ILA

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020

Enunciado

Considerando a avaliação do bem-estar fetal, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Na avaliação do perfil biofísico fetal, é possível a presença de oligo-hidrâmnio, pela avaliação do índice de líquido amniótico, porém com nota máxima (nota 2) para essa variável (líquido amniótico).
  2. B) Durante a cardiotocografia, os valores considerados normais para a frequência cardíaca fetal são de 120 a 160 batimentos por minuto (bpm).
  3. C) Em uma gravidez a termo, é considerada aceleração transitória um aumento da frequência cardíaca fetal de pelo menos dez batimentos com duração de pelo menos dez segundos.
  4. D) A desaceleração intraparto tardia ou DIP II está relacionada à compressão do polo cefálico fetal, determinando reflexo vagal com consequente diminuição da frequência cardíaca fetal.

Pérola Clínica

Oligo-hidrâmnio no PBF sempre pontua 0 para líquido amniótico; nota 2 indica volume adequado.

Resumo-Chave

O perfil biofísico fetal avalia 5 parâmetros (tônus, movimentos, respiração, cardiotocografia e líquido amniótico), cada um pontuando 0 ou 2. A presença de oligo-hidrâmnio (ILA < 5cm ou maior bolsão < 2cm) é um achado patológico que, por definição, atribui 0 pontos à variável de líquido amniótico, indicando comprometimento do bem-estar fetal.

Contexto Educacional

A avaliação do bem-estar fetal é um pilar fundamental na obstetrícia, visando identificar fetos em risco de hipóxia e acidose. O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é uma ferramenta abrangente que combina ultrassonografia e cardiotocografia para fornecer uma avaliação detalhada da condição fetal, sendo amplamente utilizado em gestações de alto risco, especialmente no terceiro trimestre. Sua pontuação total varia de 0 a 10, com escores mais altos indicando melhor bem-estar fetal e escores baixos exigindo intervenção. O volume de líquido amniótico é um indicador crucial da função placentária e renal fetal. Oligo-hidrâmnio, caracterizado por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor ou igual a 5 cm ou um maior bolsão vertical menor ou igual a 2 cm, é um sinal de alerta que sempre pontua 0 no PBF. Este achado pode indicar insuficiência uteroplacentária crônica, restrição de crescimento fetal ou anomalias renais, e sua presença exige monitoramento rigoroso ou, em alguns casos, a interrupção da gestação. Dominar os critérios de pontuação do PBF e a interpretação da cardiotocografia é essencial para residentes, pois permite a tomada de decisões clínicas rápidas e informadas, impactando diretamente a saúde materno-fetal. A compreensão das causas e implicações das diferentes desacelerações e acelerações na cardiotocografia, bem como a correta avaliação do volume de líquido amniótico, são conhecimentos indispensáveis para a prática obstétrica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes do Perfil Biofísico Fetal (PBF)?

O PBF é composto por cinco variáveis: tônus fetal, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, reatividade da cardiotocografia (NST) e volume de líquido amniótico (ILA ou maior bolsão). Cada variável recebe 0 ou 2 pontos.

Como o volume de líquido amniótico é avaliado no PBF?

O volume de líquido amniótico é avaliado pelo Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou pela medida do maior bolsão vertical. Um ILA > 5cm ou maior bolsão > 2cm recebe 2 pontos; valores abaixo disso (oligo-hidrâmnio) recebem 0 pontos.

Qual a diferença entre desaceleração precoce e tardia na cardiotocografia?

Desacelerações precoces (DIP I) são simétricas e coincidentes com as contrações uterinas, causadas por compressão cefálica. Desacelerações tardias (DIP II) iniciam após o pico da contração e terminam após o seu fim, indicando insuficiência uteroplacentária e sofrimento fetal.

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