FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Multípara, 38 anos de idade, hipertensa crônica e tabagista. A gestação, de alto risco, evolui com restrição de crescimento intrauterino. Atualmente, encontra-se na 34ª semana de gestação e é solicitada a realização de perfil biofísico fetal. Este exame é composto por 4 marcadores agudos e 1 crônico. O marcador crônico de sofrimento fetal por este método é representado por:
Perfil biofísico fetal: Volume de líquido amniótico = marcador CRÔNICO de sofrimento fetal.
O perfil biofísico fetal (PBF) é uma ferramenta importante na avaliação do bem-estar fetal. Ele é composto por cinco parâmetros: tônus fetal, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais e cardiotocografia (marcadores agudos), e o volume de líquido amniótico (marcador crônico). O volume de líquido amniótico reflete a função renal fetal e a perfusão placentária a longo prazo, sendo um indicador de sofrimento crônico.
O perfil biofísico fetal (PBF) é uma ferramenta de avaliação do bem-estar fetal amplamente utilizada na obstetrícia, especialmente em gestações de alto risco. Ele combina a ultrassonografia para avaliar quatro parâmetros biofísicos (tônus, movimentos corporais, movimentos respiratórios e volume de líquido amniótico) com a cardiotocografia para avaliar a reatividade da frequência cardíaca fetal. Cada parâmetro recebe uma pontuação de 0 ou 2, totalizando um escore máximo de 10. Os parâmetros do PBF são divididos em marcadores agudos e crônicos. Os marcadores agudos (tônus fetal, movimentos corporais fetais, movimentos respiratórios fetais e cardiotocografia) refletem a oxigenação e a função neurológica fetal em um período de tempo mais curto, sendo sensíveis a hipóxia aguda. A ausência ou diminuição desses movimentos pode indicar sofrimento fetal iminente. O volume de líquido amniótico, por sua vez, é considerado o marcador crônico de sofrimento fetal. Em situações de insuficiência placentária crônica, há uma redistribuição do fluxo sanguíneo fetal para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais), em detrimento de outros, como os rins. A diminuição da perfusão renal fetal leva à redução da produção de urina, principal componente do líquido amniótico, resultando em oligodrâmnio. Assim, o oligodrâmnio no PBF é um forte indicador de sofrimento fetal crônico e insuficiência placentária.
O perfil biofísico fetal é composto por cinco parâmetros: tônus fetal, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, cardiotocografia (avaliação da reatividade da frequência cardíaca fetal) e volume de líquido amniótico.
O volume de líquido amniótico é um marcador crônico porque reflete a perfusão placentária e a função renal fetal ao longo do tempo. Em casos de insuficiência placentária crônica, há uma redistribuição do fluxo sanguíneo fetal, com diminuição da perfusão renal e, consequentemente, oligodrâmnio.
Os marcadores agudos são o tônus fetal, os movimentos fetais, os movimentos respiratórios fetais e a reatividade da frequência cardíaca fetal (cardiotocografia). Eles refletem a função neurológica e a oxigenação fetal em um período mais curto.
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