UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
O objetivo primordial da avaliação fetal antenatal é identificar fetos de risco para eventos adversos ou para o óbito e, assim, atuar preventivamente para evitar o insucesso. O perfil biofísico fetal atinge sua máxima eficiência quando aplicado dentro do contexto clínico de cada caso. O perfil biofísico fetal avalia
Perfil Biofísico Fetal (PBF) avalia: ILA, mov. fetal, mov. respiratórios, cardiotocografia e tônus.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é uma ferramenta abrangente para avaliar o bem-estar fetal, combinando parâmetros ultrassonográficos e a cardiotocografia. Ele reflete a função do sistema nervoso central fetal e a oxigenação, sendo crucial para identificar fetos em risco de hipóxia.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é um método de avaliação antenatal do bem-estar fetal que combina a ultrassonografia em tempo real com a cardiotocografia. Desenvolvido por Manning, é amplamente utilizado na obstetrícia para identificar fetos em risco de hipóxia crônica e acidose, permitindo intervenções oportunas e reduzindo a morbimortalidade perinatal. Sua aplicação é mais eficaz em gestações de alto risco, geralmente a partir da 28ª semana. A fisiopatologia por trás do PBF baseia-se na sensibilidade de diferentes centros cerebrais fetais à hipóxia. Os movimentos fetais, tônus e movimentos respiratórios são controlados por centros corticais e subcorticais que são mais sensíveis à hipóxia. A cardiotocografia avalia a reatividade cardíaca, enquanto o volume de líquido amniótico (ILA) reflete a perfusão renal fetal e a função placentária. A diminuição do ILA (oligodramnia) pode indicar redistribuição de fluxo sanguíneo fetal em resposta à hipóxia. O PBF atribui uma pontuação de 0 ou 2 para cada um dos cinco parâmetros: ILA, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, tônus fetal e cardiotocografia. Uma pontuação total de 8 a 10 é considerada normal, 6 é indeterminada e requer reavaliação ou intervenção, e 4 ou menos indica sofrimento fetal grave, geralmente necessitando de parto imediato. O manejo depende da idade gestacional e da condição clínica materna e fetal, visando otimizar os resultados perinatais.
Os cinco componentes são: índice de líquido amniótico (ILA), movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, tônus fetal e cardiotocografia (reatividade fetal).
Cada componente recebe 0 ou 2 pontos, totalizando um máximo de 10. Uma pontuação de 8-10 é considerada normal, enquanto 6 é equívoca e ≤ 4 indica sofrimento fetal, necessitando de intervenção.
É indicado em gestações de alto risco, como em casos de restrição de crescimento intrauterino, diabetes gestacional, hipertensão, oligodramnia, pós-datismo e outras condições que possam comprometer o bem-estar fetal.
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